segunda-feira, janeiro 26, 2004

Implicações

Curiosamente, hoje alguns dos meus doentes, tinham mais uma doença. A preocupação de estarem doentes, seriamente doentes, terem alguma coisa que os projectasse subitamente no chão de forma irreversível. Não será melhor fazxer um exame ao coração?
São os custos elevados do massacre da morte em tempo real e em repetição. Na TSF, discute-se se os miúdos que praticam desporto estarão bem protegidos apenas com o atestado médico que garante estarem em boas condições físicas para a prática do exercício físico. Fiquei a pensar que é mais um papel de faz de conta em que se pede ao médico que ateste o que não pode atestar. O médico em consciência dirá, parece-me que está, mas não tem dados que lhe permitam afirmar que tem condições para fazer desporto. Isso passaria por outra avaliação, seguramente. Então para que se pede o tal papelucho? Apenas para livrar de responsabilidades terceiros, atirando-as, eventualmente, para cima dos médicos que atestam o que não podem?
É assim que agradeço ao Feher esta reflexão que me proporcionou. A partir de hoje, assim será. Não há atestados desses para mais ninguém. Como já não havia para funcionários que queriam que mentisse por eles afirmando que tinham estado doentes. Vão corrigir o que está errado, depois venham cá.


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