quinta-feira, novembro 14, 2013
Um inimigo do povo
Da inutilidade da verdade real face à verdade publicada, porque é esta que define o gosto das maiorias que preferem, quantas vezes vezes acreditar na mentira desde que lhes seja mais bem vendida. A maioria de ignorantes mandando na democracia que, dizem, é o mais perfeito dos regimes, ainda que imperfeito, quando, na verdade,são minorias esclarecidas e possuidoras da verdade quem deveria conduzir os processos. Um país é como uma empresa, dizem, mas não lhes passa pela cabeça pôr a votos o conselho de administração.É esta a triste impossibilidade de melhores dias, por todos os bloqueios existentes. Mas na verdade, «o homem mais forte do mundo é o que está mais só» e «é possível a minoria ter razão e a maioria está sempre errada». O resto é arte de demagogos, organizadores da carneirada dos consensos nacionais.
No contexto atual dificilmente seria mais adequado arranjar um texto melhor que este Ibsen «Um inimigo do povo», que os amigos do povo(teatro a 5€ à quarta-feira!!) da Comuna têm em cena no teatro da Praça de Espanha.
terça-feira, novembro 12, 2013
Passagem
Provavelmente a morte será das poucas coisas que acontece aleatoriamente, mas sempre se sente nos funerais a que vamos que a senhora escolhe sempre aqueles a que não deveria dar prioridade, quando afinal andam por aí tantos a fazer menos falta. Mas, possivelmente, a sensação é explicável porque não vamos aos dos outros.
segunda-feira, novembro 11, 2013
Sinais
Dois dias depois, uma nota breve.
É óbvio que o desvario de Cardozo não tem perdão, mas, entretanto, criou-se uma unanimidade à volta do homem, porque ele faz golos. Os fins a justificarem os meios. Não era assim dantes.
Até no futebol a nova moral vai triunfando.
domingo, novembro 10, 2013
Gato com rabo de fora
Mais um sábio a avisar-nos que é urgente acabar com a democracia. Nada de eleições ou auscultações perigosas à vontade dos cidadãos. Ok, pode haver eleições, mas nos próximos anos quer ganhem uns quer os outros, a política deve ser a mesma. Isto seria profundamente anti-democrático e intelectualmente desonesto não fosse ser verdade tendo em conta os protagonistas que se querem chamar de os partidos do arco da governação. Com efeito e na verdade, PS ou PSD/CDS são uma e a mesma coisa quando se trata de resultados práticos e só por razões táticas e esperança de uma maioria absoluta (para garantir os lugares dos amigos) o PS Seguro não vai ao beija mão do atual governo. Mas que raio, as opções não terminam aqui. Há outras diferentes. O problema é que tantos ainda não tenham percebido que o alterne de todos estes anos é uma e a mesma coisa.Mas esta ideia da possibilidade de acordo e mesmo a incapacidade de não perceber a teimosia o que prova é isso mesmo: só as moscas mudam!
Esta proposta de união é gato com rabo de fora.
sábado, novembro 09, 2013
Desonestidade
Anualmente querem chatear-me num fim de semana com isto do ranking das escolas. As notícias são todos os anos iguais. As escolas privadas tiveram melhores resultados que as públicas. A escola Nossa senhora de qualquer coisa foi a melhor, a escola c+s de um qualquer barreiro a pior de todas. Mesmo percebendo a miserável fraude, todos os telejornais e jornais realçam os rankings e abrem com o óbvio do ensino privado ter melhores resultados que o público e o subentendido de como seria otimo acabar com o público para gastar menos ao Orçamento do estado. Antes porém, há uma prova que tem que ser feita a bem da verdade: por exemplo, no próximo ano, o Estado contrata todos os professores da escola top e coloca-os a dar aulas na pior de todas e vice-versa. Aguardem-se os resultados. Então perceberemos que a mestria desses mestres não transforma a realidade com a facilidade que nos impingem. O resto é desonestidade intelectual.
quinta-feira, novembro 07, 2013
Público e privado
A última semana foi fértil em acontecimentos que fui registando para reflexão futura que agora expresso (como semanário...).
1. O presidente do futebol fez uns comentários divertidos acerca do Cristiano Ronaldo e disse aquilo que alguns não gostam de ouvir: o Messi é o melhor! Num país pobre de ser melhor, a coisa não caiu bem e até o conselho de ministros manifestou a indignação. Ainda há pormenores que unem a populaça com o governo. PC deve estar grato ao senhor.
Quando se ocupam lugares públicos perde-se em liberdade o que se ganha em visibilidade. A um líder não é permitido emitir a sua opinião, mas apenas a que é politicamente correta. Ou seja mentir de forma consensual em público, não manifestando a sua verdadeira opinião privada. Sinais do constrangimento das liberdades. Prefere-se a mentira em público à verdade privada.
2. Um ilustre casal está zangado. Que teremos nós a ver com isso? Casais desavindos ainda são notícia, não pela discórdia existente, mas pelo que ajudam uma imprensa moribunda a vender papel. E foi curioso ver como alguns pudicamente referiram os factos, manifestando a preocupação de não invadir a privacidade, mas falando deles apenas porque são públicos. Públicos porque são colunáveis os seu protagonistas, mas na forma tão privados como as zangas de qualquer Maria e qualquer José, que ficam no domínio estritamente privado e se manifestam por números de mulheres mortas por violência doméstica, publicados de quando em quando. Possivelmente é mais relevante a morte pública do que uns estalos privados. Mas enfim o critério contabilístico sobrepõe-se ao jornalístico e assim vamos...
3. Público e privado é também disso que trata o celebrado guião do Estado, que o PP escreveu numa viagem entre duas feiras. Cada um escreve como sabe e com a força que lhe permitem é possível elaborar-se sobre o que nos apetece. Mais estranho é a discussão que se segue, em que um bando de colaboracionistas quer impôr a coisa escrita como verdade final. Estão lá os títulos dos capítulos e a conclusão, quer-se agora ajuda para que se escrevam os textos em conjunto. Procura-se a união nacional que outros já impuseram e Cavaco há tempos tentou, esquecendo-se que nisto do Estado há um maior e outro menor (como no fado) e que o tom é que muda a música, não sendo possível escrever a mesma pauta, para ambos em simultâneo, sem que a coisa fique irremediavelmente desafinada. Nos Estados como nos casais não há consenso quando as realidades objetivas são antagónicas e mesmo que corram paralelas nunca se encontrarão (até por imperativo geométrico). Esta tentativa de pôr tudo a falar a uma só voz não é própria de gente livre e pensante, mas de mentecaptos formatados numa mesma cartilha aceite de forma acéfala. É a luta de classes, estúpidos!
terça-feira, outubro 29, 2013
Responsabilidade
É demasiado este silêncio à espera, dia-a-dia, de um recomeço adiado sempre pelo desejo de manter uma memória cronológica bem organizada. É verdade, andei de férias e aconteceram coisas boas, memoráveis nessa atividade. Tanta foi a atividade que fiquei sem o tempo para o seu registo e depois nem o registo dos dias seguintes, porque não me decidia a manter um hiato de registos que não queria ter. Finalmente, a decisão de deixar aqui uma memória que irá ser relembrada logo que possível por blocos escritos sem a pressão dos dias e com o que as lembranças me oferecerem registar.
Hannah Arendt, um filme recente, levantou a questão da responsabilidade individual até de se pensar e dessa coisa inqualificável que é viver-se sem reflexão. Podemos ser mandados, não ter liberdade de decisão porque estamos num processo totalitário, mas impossível é que não pensemos no que fazemos. Fazer isso, é assumirmos a irresponsabilidade, o estado de inimputabilidade próprio de loucos, mas não de homens no seu perfeito juízo. É uma desculpa para o mal que individual e, juntos, coletivamente poderemos estar a fazer. Colaborar com o mal, mesmo por omissão de resistência, não é responsável, mas é responsabilizável. Não basta dizer-se que se não percebeu a maldade em que se estava a laborar, quando por um ócio irresponsável de pensar, não se deu conta do colaboracionismo ativo em que se esteve. Porque nem é o medo que leva à inércia, pois face ao medo, há muitas vezes a vontade da coragem que o ultrapassa; é apenas demissão na maior parte das vezes, uma demissão instilada pelos propalados conceitos de que «não vale a pena», «que se pode fazer», «eles são todos iguais» e assim por diante. É que se eles são todos iguais, se não formos diferentes, iguais a eles seremos. Aí anda a nossa responsabilidade individual de pensar e agir. E não há vitórias fáceis porque de há muito sabemos que «a vitória é difícil, mas é nossa» e até o poeta nos disse «que tudo vale a pena». Em resumo, temos de ter uma maior exigência de vida, longe que isso é de consumo sobrevivente, e saber que a alternativa, como foi para outros, é de «Vitória ou morte», e que a certeza é: «Venceremos!».
Há que criar as certezas, não consumi-las.
sexta-feira, agosto 09, 2013
Saudades de futuro
Tanto tempo passado a imaginar as realizações de amanhã só poderiam ter resultado nesta imensa saudade de futuro.
quinta-feira, agosto 08, 2013
O risco do conhecido
Todo o percurso histórico do homem tem sido no sentido de acabar com o desconhecido, perceber os fenómenos, prever melhor os males e dessa forma ter mais garantias de uma vida mais segura estando-se mais habilitado a enfrentar as dificuldades adivinhadas. É como se os homens fossem avessos à incerteza e, por natureza, procurassem a garantia e a segurança que o conhecimento dá. É da nossa natureza tentarmos controlar o meio em que nos movemos. Prevemos melhor as intempéries, sabemos atempadamente qual vai ser o sexo dos nossos filhos, não nos enganamos a chegar a um destino, orientados que vamos pelo GPS e, cada vez mais, o gozo da surpresa fica limitado a coisas como os números do Euromilhões. O aleatório é o limite do conhecimento e, progressivamente, o risco do desconhecido se vai reduzindo mais e mais. Mas, como tudo, nada é absolutamente perfeito. Esta realidade faz com que não seja mais possível a fantasia da descoberta. A maneira como vou chegar às cataratas Vitória é radicalmente diferente do que Livingstone viveu. Eu já as vi dos vários ângulos em que o Youtube me as mostrou e fica-me apenas a esperança da surpresa possível de a visão ao perto não ser gravável nos filmes que se fazem. É a ilusão que se leva havendo, ainda assim, o risco de o que se viu filmado ser uma mentira melhorada da realidade.
É o risco do conhecido
terça-feira, julho 30, 2013
Até ao cabo da cidade
Nas diferenças das paisagens e das gentes nos encontramos com a grandeza do mundo. O resto são telejornais de instantes que acabam no fim do teletexto dos textos medonhos que nos revelam os desastres do dia a dia. Ao fim de um noticiário e mais recentemente dos comentários especializados no sistema, ficamos mais pequenos, intranquilos, dóceis, possivelmente. E deixamos de comer bife por causa do colesterol, peixe por causa ao mercúrio, os miúdos não jogam à bola na rua por causa dos roubos. Aos poucos só nos é permitido tentar passar a vida ao canto, muito quietinhos, respirar devagar, não agitar e ficarmos muito felizes com as brincadeiras dos ídolos que nos metem em casa e espalham pelos outdoors. Em resumo, esticamos a duração de coisa nenhuma como objetivo final de vidas sobrevividas.
Por isso, há uma grande tranquilidade na imaginação de um mês sem civilização ocidental. No fim, ao chegar, será como ter ido a ares desintoxicar e sentir que tudo está igualmente pequeno e desprezível. Mas nós crescemos um bom bocado, porque rejeitamos o medo.
Vamos ao cabo da cidade. Faltam 13 dias.
terça-feira, julho 23, 2013
Heróis da treta
Mudam-se os tempos e mudam-se os heróis. Aos heróis gregos associava-se a virtude, a coragem, a contribuição definitiva para os avanços dos homens. Ainda há alguns anos, os heróis eram modelos de coragem, algo a que nos aspirávamos a chegar.
Hoje Mandela não é herói porque foi político, Bill Gates não é herói porque é rico e filantropo. Ainda recentemente, os heróis foram a fantasia dos superpoderes (Super-homem)que não temos mas desejávamos ter. Atualmente, os heróis são os modelos, os artistas do cinema e do desporto.
Há nesta evolução uma perversidade óbvia. A moral dos heróis de antes que inspirava os homens e os fazia melhorar, resume-se agora a algo de inacessível, a um sentimento de admiração do impossível, na elevação da impotência e do medo e à necessária aceitação da nossa generalizada incapacidade. Não são fontes inspiradoras de comportamentos, mas deuses todos poderosos que se contemplam de olhos no alto. Do desejo de ascender, passamos à necessidade de acatar a diferença que aliena. Não é de admirar, porque há muito o conhecimento científico veio pôr em causa o papel alienante das religiões. Foi, pois necessário, criar algo inovador que mantivesse a função de obrigar a não pensar, instigando ao mesmo tempo um medo omnipresente que paralisa.
O único risco que os dominadores têm é a perda do medo dos dominados. Essa consciência tem de crescer porque há um novo mundo a descobrir ainda que os novos adamastores tudo tentem para que isso não seja possível.
É importante não dar ouvidos aos novos velhos de Belém nem aos colaboracionistas com a proteção dos mercados e resistir,afirmando a nossa vontade de liberdade. Sem medo, porque a dimensão do que há a ganhar, suplanta enormemente as perdas que nem temos, realmente!
segunda-feira, julho 22, 2013
Day after e a necessária cisão
Foi boa a decisão de Cavaco, porque ao insistirem na política em curso com reforço da austeridade, os governantes existentes ou rearrumados, vão cavar cada vez mais a sua sepultura e, num futuro mais ou menos próximo, o seu castigo será o quase desaparecimento de circulação. Desta vez a memória é recente e irá funcionar. A curto prazo o sacrifício será grande, mas no futuro a compensação será certa.
Foi má a decisão de Seguro, porque mantém o pantanal do PS, onde é necessária uma fratura que ficou adiada. Na verdade só com essa fratura será possível, no futuro, criar um PS de esquerda e depois alguma convergência pondo fim ao regime de alterne que tem desgovernado o país nos últimos quase 40 anos.
Daqui a uns tempos falta à esquerda uma fatia de 15% do PS para ser possível, finalmente, uma governação diferente. A fratura do PS é, pois, um objetivo estratégico da esquerda e uma questão de bom senso para aqueles que ainda se mantêm neste PS de Seguro.
domingo, julho 21, 2013
Alforrecas
sábado, julho 20, 2013
Xeque ao rei(zinho)
O rei está em xeque, depois do avanço tentado, sem êxito, contra os peões. Agora, volta à casa de partida, sem perspetivas de comer nenhuma das peças que ameaçou. O jogo estaria empatado, não fossem as regras obrigar a jogar. Algum lance inovador ainda não testado? Nenhuma das combinações possíveis lhe parece conveniente, mas a jogada é inevitável. Abdicar? O relógio vai andar ainda muitas horas antes de conhecermos o próximo lance.
sexta-feira, julho 19, 2013
A vida sem viver é inútil
Eles não acordaram. E o povo quando vai acordar? Há no ar alguma perigosa paralisia do medo a lembrar-me as palavras do O´Neil cantadas pelo Zé Mário
Perfilados De Medo
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
E a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido...
quinta-feira, julho 18, 2013
Vai anilhar cagarras!
É da sua natureza pisar a pequena selvagem em vez de espezinhar os grandes selvagens. Também lhe é fácil dar ordens a aves, mas a ingrata cagarra nunca lhe dará ouvidos, nem lhe trará as notícias do sul e, só para o chatear, ainda lhe há-de roubar uns jaquinzinhos. O Sr. Silva, na maré baixa, vai anilhando cagarras contribuindo para o enriquecimento linguístico com mais uma expressão: «Vai anilhar cagarras, pá!», isto é, faz uma inutilidade qualquer, mas não me chateies.
Outros passarinhos, passarões, continuam sem acordar não lhe dando também ouvidos, mas o grande passarão Coelho já vai ameaçando sem subtilezas. Se não acordarmos, o senhor Silva vai ter que nos aturar ou recorrer à bomba atómica.
Isto está a tornar-se um jogo de xadrez com alguns gambitos pouco aceites e sem jogadas a longo prazo com efeitos decisivos. Tudo muito previsível e sem graça, porque os jogadores são frouxos e fazem sentir a falta de grandes mestres.
quarta-feira, julho 17, 2013
Inimigos, claro
É com algum grau de estranheza que, depois de ter vivido 1974, com todas as alegrias que brotaram em abril naquele dia 25, esteja agora confrontado com a ideia de uma União Nacional salvadora sabemos bem do quê. Mas, o mais estranho é ver, na opinião publicada, que acham que a unanimidade das ideias é quase natural, quando natural seria o confronto de posições e o apontar de soluções diversas, opostas e inimigas. Esta é uma linha perigosa de ultrapassar, a linha do caminho único, o fim do combate das ideias, como se a luta de classes tivesse morrido por decreto. É uma abjeta ditadura aquela que nos querem agora impôr e a que tantos cedem por comodismo inconsciente, proclamando a impossibilidade dos efeitos de agir. Caminham tranquilos de mão estendida à espera da esmola que talvez venha, abúlicos, desesperançados, talvez vivos sem vida. É um mundo estranho que não esperava ser possível nunca mais. Ficam saudades do confronto e dos perigos (?) sempre presentes de uma guerra nuclear. Mas, que vida há nesta morte omnipresente?
Não quero adversários para jogos de salão, mas inimigos nos jogos da vida.
terça-feira, julho 16, 2013
Tabú
A meditar nas Selvagens sobre o pântano caseiro, lembrar-se-á da poda das anonas, do riso da vaca feita queijo, enquanto se deliciará com uns jaquinzinhos clandestinamente pescados, sendo tudo terminado com uma fatia de bolo rei de encher a boca. Uma certeza lhe resta, no seio da natureza profunda, terá garantida a segurança dos seus computadores e os cidadões ficarão-lhe bem longe...
A cerca de 1000 km, os maratonistas da sua salvação procurarão acordar.
A cerca de 1000 km, os maratonistas da sua salvação procurarão acordar.
segunda-feira, julho 15, 2013
Renascer
Os que há mais de 3 décadas nos adormecem com crises sempre renovadas e histórias de sucesso quase sempre escondidas, estão agora reunidos 7 dias para acordar. Espero que apenas o desacordo venha a ser possível recordar no próximo fim-de-semana. Caso contrário, terão de ser muitos milhões a lembrar a esta troika que já acordámos e queremos exprimi-lo democraticamente, afastando-os de vez da manjedoura onde eles têm enchido a barriga do capital financeiro ao longo deste tempo já, demasiadamente, longo.
Está na hora do poema de Alegre outra vez:
Está na hora do poema de Alegre outra vez:
Que o poema seja microfone e fale uma noite destas de repente às três e tal para que a lua estoire e o sono estale e a gente acorde finalmente em Portugal.
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