terça-feira, outubro 09, 2012
Soprar, soprar
Não discute adjetivos, nem substantivos diria eu.
Num dia é a TSU que tudo resolve, depois é um enorme aumento de impostos, mais à frente talvez não seja enorme, quem sabe só grandito se reduzirmos na despesa. Qual a que vamos pagar (saúde, educação, etc) pagando os seus amigos menos impostos enormes?
O desgoverno vai grande, à deriva. Cabe-nos a nós soprar as velas que eles à deriva já rodopiam. Só mais um esforço expiratório e já não piam mais.
Num dia é a TSU que tudo resolve, depois é um enorme aumento de impostos, mais à frente talvez não seja enorme, quem sabe só grandito se reduzirmos na despesa. Qual a que vamos pagar (saúde, educação, etc) pagando os seus amigos menos impostos enormes?
O desgoverno vai grande, à deriva. Cabe-nos a nós soprar as velas que eles à deriva já rodopiam. Só mais um esforço expiratório e já não piam mais.
Vitória
Mais seis anos.
Digam que foi a vitória mais escassa de sempre, que o opositor progrediu bastante, digam o que lhes apetecer, ele venceu. E têm vencido os venezuelanos mais pobres ao longo destes anos.
Digam que foi a vitória mais escassa de sempre, que o opositor progrediu bastante, digam o que lhes apetecer, ele venceu. E têm vencido os venezuelanos mais pobres ao longo destes anos.
segunda-feira, outubro 08, 2012
Um tédio enorme, o maior tédio
A suprema realização de alguns governantes seria não ter povo, mas apenas a maior folha excel do planeta. Isso, despedir o povo, pela emigração, pela aniquilação se necessário, para acabar com tudo o que pudesse por em causa a construção dos belos cálculos da folha de excel. As olheiras cada dia maiores pela falta de dormir, mas o objetivo quase alcançado. Os incrementos da receita, as reduções da despesa e voilà, o saldo positivo sempre a crescer, todos os anos. Realizados, preparam-se para avaliar a realização de tão magnífico orçamento com um enorme aumento de impostos. Estava nisto, entretido o ministro e mais alguns seus acólitos superinteligentes, quando alguém lhes disse baixinho olhem que já não há povo, o país acabou. Merda, logo agora que a nossa superinteligência tinha produzido cálculos tão brilhantes! Para que serviu tanto trabalho perfeito, tantas horas de sono desperdiçado. Sem dúvida, esta gentinha ignorante que parecia tão bem comportada, o melhor povo do mundo, não merece tais governantes tão inteligentes.
Que não os merece é verdade, falta só que os dispense. Até pode ser com carta de recomendação dirigida à patroa alemã para que lhes dê trabalho por lá.
Que não os merece é verdade, falta só que os dispense. Até pode ser com carta de recomendação dirigida à patroa alemã para que lhes dê trabalho por lá.
domingo, outubro 07, 2012
Canções
No meio das arrumações sempre encontramos dentro da pilha dos esquecidos alguma coisa que faz parar. Parar para relembrar e gozar o que afinal ainda não mudou. Desta vez encontrei «Canções com História» e fiquei ali a ouvi-las. No país do desencanto, recordei o que foi um país encantado e cantado. Lá estava a Trova do vento que passa
(Mesmo na noite mais triste
em tempos de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não)
A cantiga para os que partem
(Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão...)
O que faz falta
(o que faz falta é avisar a malta
o que faz falta
o que faz falta é dar poder à malta
o que faz falta)
e outras tantas outras com que se passa uma boa parte da tarde. Há algo que foi interrompido mas sempre está pronto a ser retomado, porque há mais canções a fazer.
(Mesmo na noite mais triste
em tempos de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não)
A cantiga para os que partem
(Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão...)
O que faz falta
(o que faz falta é avisar a malta
o que faz falta
o que faz falta é dar poder à malta
o que faz falta)
e outras tantas outras com que se passa uma boa parte da tarde. Há algo que foi interrompido mas sempre está pronto a ser retomado, porque há mais canções a fazer.
sexta-feira, outubro 05, 2012
Para a galé
Versos de José João Cochofel
"Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.
Não seja o travor das lágrimas
Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.
Olha que a vida nos acena
Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta."
CANTA
CAMARADA
CANTA
Andam escondidos na galé os ratos devorando o que resta no fundo dos porões. Escondidos porque o mar começa a ficar revolto, as ondas altas e cada vez mais frequentes. Julgavam-se abrigados mas a fúria grita mais forte e já lhes invade o esconderijo. O grito é, para a galé com eles, que foi esse o caminho que escolheram.
É impossível passar ao lado da tempestade que se vai levantando e a bem ou a mal se abrirão os palácios ao povo. (Eu adoro esta linguagem retro do futuro)
"Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.
Não seja o travor das lágrimas
Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.
Olha que a vida nos acena
Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta."
CANTA
CAMARADA
CANTA
Andam escondidos na galé os ratos devorando o que resta no fundo dos porões. Escondidos porque o mar começa a ficar revolto, as ondas altas e cada vez mais frequentes. Julgavam-se abrigados mas a fúria grita mais forte e já lhes invade o esconderijo. O grito é, para a galé com eles, que foi esse o caminho que escolheram.
É impossível passar ao lado da tempestade que se vai levantando e a bem ou a mal se abrirão os palácios ao povo. (Eu adoro esta linguagem retro do futuro)
quinta-feira, outubro 04, 2012
De desculpas já estou farto...
O Sporting perde e o presidente vem pedir desculpa aos sócios. No parlamento, Seguro pede a Passos que peça desculpa aos portugueses. Subitamente anda toda a gente a pedir desculpa e um destes dias teremos mesmo que pôr os portugueses que elegeram estes governantes a pedir desculpa aos que, prudentes, o não fizeram.
Mas atenção que pedir algo não é automaticamente obter oque foi pedido. Carece da aceitação do recetor do pedido. E se o pedido não for aceite? Deve ter sido por isso que o senhor PM não pediu desculpa. Está à espera que se lhe diga, ponha-se a andar daqui para fora, emigre... sem pedidos de desculpa. Já faltou mais, não é?
Mas há que etr cuidado com as alternativas que se escolhem para que não seja necessário, em breve, voltar a pedir desculpa.
Mas atenção que pedir algo não é automaticamente obter oque foi pedido. Carece da aceitação do recetor do pedido. E se o pedido não for aceite? Deve ter sido por isso que o senhor PM não pediu desculpa. Está à espera que se lhe diga, ponha-se a andar daqui para fora, emigre... sem pedidos de desculpa. Já faltou mais, não é?
Mas há que etr cuidado com as alternativas que se escolhem para que não seja necessário, em breve, voltar a pedir desculpa.
Inquietação
Compro o bilhete de cinema no telefone. Chego a sala e só encostar o telemóvel num retângulo vermelho e tudo fica validado. Entro e vejo a fita tranquilamente semi-encantado com a facilidade. No átrio da sala verifico que existem mais umas maquinas automáticas dispensadoras de bilhetes. Este mundo cada vez mais perfeito e mágico. Nele, os bilheteiros, poderiam ganhar algum tempo de lazer. Contudo, o mais provável e que percam o emprego ou fiquem, exclusivamente, a vender pipocas. Ou passem a fazer maquinas de vender bilhetes.
Um pouco inquietante, perturbador da tranquilidade que me apetecia ter quando fui ver o ultimo filme do Woody Allen.
Já nem nas pausas de lazer se pode estar sossegado.
segunda-feira, outubro 01, 2012
A fábula do modelo fabuloso
Imagine-se um modelo de desenvolvimento em que uma minoria, durante 10 anos, consegue, liderando com os seus saberes os processos, crescer a um ritmo de 10 por cento ao ano. Números redondos no fim do período o seu valor foi acrescentado para o dobro. Na mesma altura, uma esmagadora maioria, aproveitando o modelo que criaram os líderes, cresceu a 1 por cento ao ano, porque sempre do crescimento aproveitam os súbditos. Curiosamente, a riqueza produzida (a que permitiu o crescimento de 10% e o seu benefício de 1%) saiu-lhes do trabalho dos seus braços. Como paga cresceram em 10 anos o que os outros cresceram num ano. E todos ficaram mais ricos, uns 10 por cento, outros 10 vezes mais...
Acontece que o mundo dá muitas voltas e ao fim dos 10 anos se concluiu pela insustentabilidade do modelo tão genialmente criado e se levanta a questão de saber que fazer ao défice criado nesses 10 anos. Agora é preciso pagar!
Como se organiza o pagamento?
Parece que não vale a pena cobrar à minoria que cresceu a 10 por cento ao ano. Enganaram-se, mas foram eles que fizeram crescer os outros e já gastaram uma parte substancial do que foi ganho. Por isso, a justiça manda que seja a maioria que cresceu excessivamente a 1%, quem deve pagar a fatura. Até porque a receita do crescimento da minoria se esfumou nos tempos e é «irrecuperável».
No final, nem sequer é necessário que alguém vá preso, porque tudo está bem quando acaba em bem. Vamos deixar que acabe ou vamos fazer a cobrança justa?
E, depois de feito o pagamento, vamos brincar de novo ao processo que faliu, porque este é o fabuloso modelo certo de desenvolvimento. Este é um modelo superinteligente, que os ignorantes não conseguem entender. Que gente ingrata que não segue os iluminados líderes!
Acontece que o mundo dá muitas voltas e ao fim dos 10 anos se concluiu pela insustentabilidade do modelo tão genialmente criado e se levanta a questão de saber que fazer ao défice criado nesses 10 anos. Agora é preciso pagar!
Como se organiza o pagamento?
Parece que não vale a pena cobrar à minoria que cresceu a 10 por cento ao ano. Enganaram-se, mas foram eles que fizeram crescer os outros e já gastaram uma parte substancial do que foi ganho. Por isso, a justiça manda que seja a maioria que cresceu excessivamente a 1%, quem deve pagar a fatura. Até porque a receita do crescimento da minoria se esfumou nos tempos e é «irrecuperável».
No final, nem sequer é necessário que alguém vá preso, porque tudo está bem quando acaba em bem. Vamos deixar que acabe ou vamos fazer a cobrança justa?
E, depois de feito o pagamento, vamos brincar de novo ao processo que faliu, porque este é o fabuloso modelo certo de desenvolvimento. Este é um modelo superinteligente, que os ignorantes não conseguem entender. Que gente ingrata que não segue os iluminados líderes!
domingo, setembro 30, 2012
''Borges(sos)''
Há este tipo de psicóticos, professores iluminados que sabem tudo e que sentem uma imensa azia quando minimamente contrariados. Mas por que não fazem exatamente como eles ensinam a fazer? Tudo o mais são ignorantes que os não merecem.
Estes tipos são além de ridículos, perigosos. Porque estão muitas vezes em lugares de decisão onde as consequências dos seus atos são pagas por todos nós.
Estes tipos são além de ridículos, perigosos. Porque estão muitas vezes em lugares de decisão onde as consequências dos seus atos são pagas por todos nós.
sábado, setembro 29, 2012
Apoio
Por azar não tenho encontrado o Miguel nos corredores do hospital. Geralmente são cruzamentos simpáticos com sorrisos, breves, de alguma cumplicidade sem grande substância. Mas azar porque é nestas alturas que me apetecia dar-lhe o apoio que merece.
Nesta terra sempre gostamos de fazer as coisas às escondidas, desreguladas, ao livre arbítrio dos poderes dos poderosos e negamos o poder da regulação por critérios objetivos, porque se perdem uns poderzinhos nesta segunda forma de fazer. E o que fizeram na comissão foi apenas dar transparência ao que se faz às escondidas e logo veio a vozearia habitual acusá-los de quase criminosos. E o grande comandante médico veio instaurar um processo porque os médicos não podem pensar pela sua cabeça numa defesa de uma virgindade que se sabe há muito perdida. Gostamos de viver de mitos e ilusões. Temos aversão à transparência. O silêncio é a alma do negócio.
Uma comissão decide, por unanimidade, e tem que ouvir esta gente. A minha pouco valiosa solidariedade Miguel. mas é quase um imperativo ético.
Nesta terra sempre gostamos de fazer as coisas às escondidas, desreguladas, ao livre arbítrio dos poderes dos poderosos e negamos o poder da regulação por critérios objetivos, porque se perdem uns poderzinhos nesta segunda forma de fazer. E o que fizeram na comissão foi apenas dar transparência ao que se faz às escondidas e logo veio a vozearia habitual acusá-los de quase criminosos. E o grande comandante médico veio instaurar um processo porque os médicos não podem pensar pela sua cabeça numa defesa de uma virgindade que se sabe há muito perdida. Gostamos de viver de mitos e ilusões. Temos aversão à transparência. O silêncio é a alma do negócio.
Uma comissão decide, por unanimidade, e tem que ouvir esta gente. A minha pouco valiosa solidariedade Miguel. mas é quase um imperativo ético.
quinta-feira, setembro 27, 2012
E a história continua
Estar fora contém os riscos de não ter assistido a bons momentos cá dentro. Ouvidos de longe ficam mais ténues as emoções, mesmo quando se adivinham alguns renascimentos. Literalmente, parecia andar tudo aos berros como sempre deve acontecer nas casas onde o pão escasseia. Felizmente, não houve tempo para ir comentando os rumores. Lá fora, Portugal é um sussurro bem distante. Chegado a 15, foi o motorista do táxi que nos foi dizendo que lhe parecia que havia uma revolução. Sempre exagerados estes motoristas.
Andei perdido pelos caminhos da ética e da natureza de que todos somos feitos. Continuo perdido, mas à procura. Na ida os jornais espanhóis falavam da tristeza do Cristiano Ronaldo. O jovem anda triste e as causas do tédio são ocultas, como ocultos são os negócios (os dele e os dos outros) que têm por alma, o segredo. E são assim todos os negócios. Corrupto não é não fazer o ato proibido, porque já se é quando se faz sem a interdição do ato. E não pagar impostos é tão bom, não é? Mas a lista não acaba aí...
Miami confirma a ideia, na exuberância dos corpos, na sonoridade, na languidez do néon noite avançada. Passam Rolls Royce na Collins enquanto deitados nos cartões os contemplam alguns descartáveis nos jardins na câmara ardente das noites que se sucedem aos dias. Quanto caminho andado até aqui! Quanta natureza «humana»! Há uma ilha onde moraram mafiosos. E agora, quem mora lá? Alguns são celebridades... que a linguagem sempre vai mudando.
As visitas seguintes às cidades devolvem-me sempre diferentes paisagens depois de passada a necessidade de conhecer o imediatamente desconhecido. Mais ou menos, chego à conclusão que as cidades americanas são todas iguais. Uma extensão vasta de casas de madeira com uma ereção central de betão do distrito financeiro. A linha do céu a tentar fazer esquecer o inferno das periferias. Miami tem a Calle 8, onde cubanos se sentem americanos, perdido que foi o grande orgulho de terem um país diferente ali bem perto. Sentem-se bem, deixai-os estar e assim estivessem todos de um lado e do outro do mar. Por preconceito, se calhar, acho mais bonitos os de além mar.
Uns dias de vadiagem pela praia, pela recordação de Coral Gables e pelo Bayside, as compras feitas, já apetecia fazer a «inutilidade» dos 200 km até Key West. Um lugar especial povoado pelo fantasma de Hemingway, a proximidade presente de Cuba e o ritual do pôr do sol num fim de tarde de calor úmido.
Finalmente, a Disney em Orlando para arregalar os olhos a um puto giro de 9 meses e tal. Uns olhos que olham mesmo que ainda não vejam, que nós só vemos o que recordamos e ali o olhado é instantâneo. Colorido e sonoro. Tudo seguido com grande atenção. Afinal, até os adultos não desgostam do folclore da magia.
Orlando original visitada à noite por indicação de um velho guia. Church Street Station ou o som e a luz do Cais do Sodré do outro lado do mar. A América oculta sempre à mostra.
E o regressar mais longo porque o piloto da Ibéria teve um achaque e os humanos também erram. Miami-Lisboa em 24 horas.
E à chegada ainda o rescaldo do anúncio de que a história ainda não acabou e se a soubermos continuar o fim será bonito, pá! Já o tem sido algumas vezes, embora com reveses a seguir, mas o caminho está aí na procura do sol que há-de um dia nascer. Até porque não vale a pena ser de outra maneira...
Andei perdido pelos caminhos da ética e da natureza de que todos somos feitos. Continuo perdido, mas à procura. Na ida os jornais espanhóis falavam da tristeza do Cristiano Ronaldo. O jovem anda triste e as causas do tédio são ocultas, como ocultos são os negócios (os dele e os dos outros) que têm por alma, o segredo. E são assim todos os negócios. Corrupto não é não fazer o ato proibido, porque já se é quando se faz sem a interdição do ato. E não pagar impostos é tão bom, não é? Mas a lista não acaba aí...
Miami confirma a ideia, na exuberância dos corpos, na sonoridade, na languidez do néon noite avançada. Passam Rolls Royce na Collins enquanto deitados nos cartões os contemplam alguns descartáveis nos jardins na câmara ardente das noites que se sucedem aos dias. Quanto caminho andado até aqui! Quanta natureza «humana»! Há uma ilha onde moraram mafiosos. E agora, quem mora lá? Alguns são celebridades... que a linguagem sempre vai mudando.
Uns dias de vadiagem pela praia, pela recordação de Coral Gables e pelo Bayside, as compras feitas, já apetecia fazer a «inutilidade» dos 200 km até Key West. Um lugar especial povoado pelo fantasma de Hemingway, a proximidade presente de Cuba e o ritual do pôr do sol num fim de tarde de calor úmido.
Finalmente, a Disney em Orlando para arregalar os olhos a um puto giro de 9 meses e tal. Uns olhos que olham mesmo que ainda não vejam, que nós só vemos o que recordamos e ali o olhado é instantâneo. Colorido e sonoro. Tudo seguido com grande atenção. Afinal, até os adultos não desgostam do folclore da magia.
E o regressar mais longo porque o piloto da Ibéria teve um achaque e os humanos também erram. Miami-Lisboa em 24 horas.
E à chegada ainda o rescaldo do anúncio de que a história ainda não acabou e se a soubermos continuar o fim será bonito, pá! Já o tem sido algumas vezes, embora com reveses a seguir, mas o caminho está aí na procura do sol que há-de um dia nascer. Até porque não vale a pena ser de outra maneira...
quarta-feira, agosto 29, 2012
Estão a chegar de férias
De vómito continua a vida à beira-mar no tal país que foi e só a autocensura evita um discurso escatológico que apetecia.
Mas não vale a pena, porque estaria apenas a realçar o mau cheiro que esta gente exala.
Entretanto parece que uma empresa pública que dá lucro há dois anos vai ser concecionada a privados. Com que vantagens? Certamente, algumas.
Mas não vale a pena, porque estaria apenas a realçar o mau cheiro que esta gente exala.
Entretanto parece que uma empresa pública que dá lucro há dois anos vai ser concecionada a privados. Com que vantagens? Certamente, algumas.
terça-feira, agosto 28, 2012
Cães, gatos e velhos
A fotografia de corpo inteiro no café do bairro e o texto acompanhante: Carlos Alberto perdeu-se na sexta década da vida, vestia a roupa assim-assim, está sem documentos e provavelmente não consegue encontrar o caminho de volta a sua casa. Carlos Alberto terá possivelmente casa própria, vive sozinho e perdeu-se na conta dos dias e dos locais. Sem companhia.
Não é difícil encontrar nos candeeiros públicos ou mesmo noutro café da esquina a foto do cão ou do gato, desaparecido e a oferta de alvíssaras a quem os encontrar. Os donos sentem o vazio do seu abandono. Eram a sua companhia.
Semelhanças e diferenças nos dias que vão correndo onde aqui e além nos chovem cães, gatos e velhos.
Não é difícil encontrar nos candeeiros públicos ou mesmo noutro café da esquina a foto do cão ou do gato, desaparecido e a oferta de alvíssaras a quem os encontrar. Os donos sentem o vazio do seu abandono. Eram a sua companhia.
Semelhanças e diferenças nos dias que vão correndo onde aqui e além nos chovem cães, gatos e velhos.
terça-feira, agosto 21, 2012
Jogos de guerra
O jogo deve ter regras, sobretudo um limite de tempo para durar. A incerteza do resultado não pode manter-se sem uma expectativa de avaliação final do resultado.É necessário determinar o vencedor não permitindo a uma das partes prolongar o jogo até o resultado lhe ser favorável até porque, pode ser tão errada a sua tática, que apenas se agrava a derrota pela demora do fim do jogo. Neste momento jogam contra nós tentando a ilusão de uma vitória futura e, contra todos os indicadores de melhoria, vão continuando a estratégia da sua hipótese. Alguém vai ganhando pelo caminho. São os que têm de ser muito bem identificados para, se o resultado vier a ser o que tudo indica, pagarem cara a derrota no final. Há um tempo para a impiedade.
terça-feira, julho 31, 2012
Sem nome
Como diria o outro que se lixe a experiência, envelhecer, realmente, é mas é ter dor nas articulações... e não só.
Afinal, pouco se faz para estar velho. A não ser insistir em estar vivo.
Afinal, pouco se faz para estar velho. A não ser insistir em estar vivo.
sexta-feira, julho 27, 2012
Tudo explicado
Afinal havia uma explicação para as dúvidas de como sobreviver com uma reforma de apenas 10000 euros/mês. É que ainda há sogros bons de genros empreendedores de risco.
quinta-feira, julho 26, 2012
À deriva
Cada burro sua sentença, cada economista a sua verdade, mas o que é facto é que alguns podem expôr mais facilmente a sua que outros, ainda que, a história mostre, que muitas vezes era mentira a verdade exposta. Salva-se o euro, salva-se o dólar ou afunda-se tudo sem exceção, o que é facto é que nada é certo nem previsível, porque se está num mundo de fantasia, onde no final, ficará melhor quem tiver mais sorte. Não há qualquer meritocracia, nem estratégias superiores a outras, podendo todas as apostas ser válidas como no Euromilhões antes de saírem as bolas e a se estrelas. Para já, a sorte sai triunfante e como única hipótese desta ausência de estratégia e de ciência.
Verdade é que o gelo na Gronelândia derrete. Para azar dos ursos que ficam à deriva?
Verdade é que o gelo na Gronelândia derrete. Para azar dos ursos que ficam à deriva?
quarta-feira, julho 25, 2012
Apoiado!
De noite todos os gatos são pardos e depois de mortos todos os famosos, magníficos. Há uma tendência doentia para enaltecer as virtudes e ir a correr buscar o pano para limpar a porcaria. Como representantes do povo português, têm uma responsabilidade maior de não irem facilmente com as outras e ainda bem que assim o fizeram. De outra forma teria também sido mal representado.
No dia a dia vamos fazendo a nossa história ou até talvez seja o que fazemos que nos faz. Não vale a pena tentar apagar nada, porque o que somos é a soma de todas as coisas por que passamos. Estamos bem, estamos mal, ao que fizemos o devemos. E não vale retirar os erros das fotografias, a sua ausência só os torna mais evidentes e importantes no buraco que resta. Apesar de Salazar ser o «melhor político de sempre», quem ativamente com ele colaborou não me merece também admiração. Obrigado a quem resiste ao fácil e respeita a verdade da História!
domingo, julho 22, 2012
Doutores, professores e impostores
Uma leitura breve dos títulos dos diretores de serviço do hospital, permite constatar uma profusão de professores que não havia ainda recentemente. Até acho que a designação de Professor não terá, nas circunstâncias em que grande parte delas são obtidas, qualquer significado específico tradutor de competência especial, mas não deixa de ser curioso que, a partir de certa altura, tudo tenha passado a Professor, com Doutor por extenso e logo traduzido muitas vezes para PhD o que é outra coisa ainda mais fina. Depois do acontecido recentemente ao Sr. Relvas, imagino que o processo terá sido idêntico: tiveram equivalência, isto é, os cargos ocupados pela influência política muitas vezes deram-lhes equivalência curricular.
Quem não quer ser monge, não lhes veste o hábito. Afinal, em Bolonha, o melhor ainda será o esparguete.
Quem não quer ser monge, não lhes veste o hábito. Afinal, em Bolonha, o melhor ainda será o esparguete.
terça-feira, julho 17, 2012
História
Ali no meio do mundo ergue frágil os ramos ressequidos. A árvore velha e seca tem um encanto especial mesmo agora que mais não é que poleiro de cegonhas a ver o pôr do sol. Mas é muito mais que isso, é a sombra que foi durante muitos anos, o abrigo dos ninhos da passarada que por lá passou, até os ramos que cedeu às fogueiras que aqueceram os pastores nas noites frias. Tudo isso ela é, porque se é sempre a história do que se foi, independentemente da fragilidade aparente em que se possa estar. Há um encanto especial nas árvores que morrem de pé.
Ainda assim a história do que se foi é infinitamente mais consistente do que o futuro que talvez se venha a ser.
Ainda assim a história do que se foi é infinitamente mais consistente do que o futuro que talvez se venha a ser.
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