quarta-feira, junho 27, 2012

Andar

Só há caminho, não há destino. Rumar para onde? Não, apenas remar. Perdidos. Elogiar o improviso e a sobrevivência é estratégia em vez da vida. Não planear, fazer. Adaptar o erro. Talvez o euromilhões um dia, que não acontece e nem se sabe porquê. Deus nos ajude. Mas ele não se manifesta, se calhar porque não existe. Que se pode pedir à ausência?
E logo o Cristiano poderá ser o seu representante na terra. Ou não, e será crucificado sem piedade nem ressurreição tão perto. Vira demônio depois de acertar noutro poste ou noutra trave.
Que chato eu não gostar de usar cachecóis.

terça-feira, junho 26, 2012

Perguntas

Será que a Alemanha nos dá hoje alguma coisa sem a qual não pudéssemos sobreviver? Que tal deixar a formiga a trabalhar e nos recusarmos a comprar o produto de tanto «esforço»? De que lhes valerá produzir tanto se não houver umas cigarras a comprarem-lhes o produto? Quem precisa mais de quem?
Perguntas e mais perguntas... mas gostava de ver esta hipótese ensaiada.

domingo, junho 24, 2012

Da finitude

Cada árvore que seca é um alerta sobre a finitude das coisas. Cada uma leva anos a fazer a sombra sonhada, cada uma que interrompe o caminho, é parte da sombra que se adia e a certeza surge impiedosa, sim, não somos eternos. Temos que fazer da forma certa se quisermos ter a sombra desejada.

terça-feira, junho 19, 2012

O tempo perdido dos dias

O tempo perdido dos dias, que se escoa sem retorno nem regresso, escondendo a vida que não se recupera, enchendo a sensação de inutilidade que vamos tendo. De cada vez que acontece, mais um pouco fica o tédio deste tempo. Para onde se vai? Desde há muito que não há rumo, não há aquele horizonte onde o sol ia nascer e o tempo se encheu de nuvens opacas que nos tapam o amanhã. Marcamos passo e, como os ratos nas rodas das gaiolas, temos a sensação de movimento sem nos mexermos e ficamos, cada vez mais, exaustos. Por isso me perguntam, o que é que a gente há-de fazer, numa confissão de desesperança ilimitada. Já não há nada para esta gente que não gosta, mas não muda. Fica. Morre sem perder grande coisa, porque, no final das contas, nunca chegou a viver de verdade. Iludidos nos golos do génio da bola, pisam a buzina afirmando a vida que não têm. Ao menos, poderiam, como os mortos, dar-nos o ruído do silêncio.
Será que a França? Mas é apenas um aflorar na superfície das águas no desespero do naufrágio, esbraceja-se até que a vaga tudo engula. Possivelmente. Talvez um dia o big-bang.

sexta-feira, junho 15, 2012

Dias recentes

Depois de uma viagem rápida embalado pela «Máquina de fazer espanhóis», reencontrei Filadélfia na tarde de 8 de Junho depois da penosa espera que sempre é a entrada nos EUA. O medo do mundo mantém-se, desconfiados das pessoas, registam impressões digitais e fotografam-nos os olhos, como se tivéssemos alguma doença transmissível, pesquisando o vírus dos estrangeiros. De cada vez sinto que mereceriam que lá não fossemos.
Pelas ruas encontra-se o desleixo habitual agora salpicado por zombies a expelir o resto dos gases do Iraque e de outros lugares. Vagueiam perdidos na vida, procurando some change, numa mudança que não surge.
O contraponto é a capacidade de organizar e ter uma reunião como a da American Diabetes Association, que deixa a sensação de não valer a  pena ir a outras para se estar atualizado no assunto. É a mesma sensação de não haver justificação de visitar mais igrejas depois de conhecer S Pedro.
Os fabulosos doentes portugueses, mais uma vez, me presentearam com sensações de boémia no Victor Café e o luxo do XIX e do Davio's. Pena, o vazio desacompanhado.
Ao longe a Espanha preocupou-os, mas a bolsa disparou; ao longe, fiquei feliz porque Portugal perdeu com a Alemanha, dando a esperança de que alguma coisa possa ser mais relevante que o futebol para que a Europa nos respeite ao contrário da sugestão de um miserável anúncio que aí anda.
Ainda houve tempo para contactar o passado tranquilo e camponês dos Amish numa volta pelo Lawrence Country. Os cavalos puxam charruas nos campos, as carroças correm no alcatrão e parece que não há wi-fi. Outras rotações num mundo de pressa. Por momentos, estive em fim de semana no Alentejo.
Na chegada o mesmo do costume. Se ganharem à Dinamarca, serão os maiores, se não, logo se ajustarão contas com o treinador e o outro que só joga no Real. Pronto, ganharam, aumentando os riscos da anestesia. Já ninguém fala do Relvas? Os costumes não serão tão brandos como se costuma pensar, mas, seguramente, dá-lhes forte, mas passa-lhes depressa.
A sensação que me fica é de não pertencer aqui nem lá, ou aqui e lá ao mesmo tempo. Tudo a que pertencemos são acasos a que mais ou menos nos prendemos.

quarta-feira, junho 06, 2012

NÃO HÁ PACIÊNCIA

É o que dá ser-se primeiro ministro num país sem serviços de informação capazes. Fica-se mal informado e na meditação dos gabinetes não se sente o pulsar das gentes. É que, na verdade, NÃO HÁ PACIÊNCIA!
Não há paciência para a virtude do desemprego crescente, não há paciência para a esquizofrenia da religião deste governo, não há paciência para ministros a discursarem a 15 rotações, não há paciência para assistir sentado à destruição do Serviço nacional de Saúde onde se propõe a contratação de médicos apenas pelo critério dos que forem mais baratos, não há paciência para a praça da jorna que a sua ignorância não imagina o que seja, não há paciência para continuar a ver as empresas a falir, não há paciência para contemplar o definhamento da economia, não há paciência para as miseráveis cantinas sociais, não há paciência para ver os advogados contorcionistas a brincarem à justiça inexistente, não há paciência para mais escolas a não ensinar, não há paciência para ver um governo que não governa, que esmaga, que mata com a sua ideologia fundamentalista um país.
Não há paciência para nos chamarem piegas, não há paciência para nos mandarem emigrar, não há paciência para nos darem a suprema oportunidade de estar desempregado.
Paciência já não há, mas ainda não chegou a impaciência, o que é diferente, mas não tardará.Atordoado o mar recua, antes da onda gigante chegar,  senhor vá elogiar o raio que o parta e vai ser lindo quando ela cá chegar levando tudo à frente, sobretudo os seus discursos do elogio da paciência.
Não há paciência para a vossa cultura de uma cartilha lida à pressa, o vosso livrinho não sei de que cor será, por muito que o agitem, os seus dogmas não vão resolver nada. Simplesmente, sinto, que não há paciência. Acabou.

terça-feira, junho 05, 2012

Finais

O fim do dia no dia em que surgem rumores que o fim dos dias de outros será bem mais negro e gelado. Faz agora um ano que chegaram «com pés de veludo» e, no fim deste tempo, começa a «manada» a manifestar  intolerância para ser mais sugada. A ver vamos, dizem os cegos.

segunda-feira, junho 04, 2012

Um mês passou

Já passou mais de um mês desde a última vez que cá vim. Porquê? Porque tudo isto é um tédio de relvas mal cortadas, daninhas como o escalracho. Proliferam por mais que a enxada sobre ele desça e nem com forquilhas de dentes fortes e curvos é possível limpar a  terra. Resta uma última opção, a guerra química, a liquidação total deste estado de coisas e recomeçar de novo em terra nova. Claramente, velho de mais para a migração, ando entre as gotas de água que não chove, recriando ilusórios ambientes de fertilidade que não existem nesta seca continuada dos dias.
Neste intervalo passei por Florença, uma senhora sempre digna, usada e velha, mas onde sempre se encontra nobreza. Lá houve tempos daquilo que vai ficar depois do tempo, o único bem sobrevivente, a arte. Não os donos da arte, que esses perecem por mais que afixem os nomes junto das oferendas, pois ninguém visitaria um museu para lhes ler os nomes, vamos lá para ver o que possuíram e reavermos aquilo que em dias nos usurparam, a arte.
E lá soube de uma festa que houve em França. Esta gente sempre acredita na mudança até que a mudança tem de novo que ser mudada, porque os tempos mudam e os que mudaram, sempre voltam ao modo antigo, igual e chato. Durante uns tempos, há uma esperança, porque essa é a última a morrer, mas depois a realidade é como o azeite e ascende triunfante.
Bom ver, que regressado, apesar da seca, as oliveiras não morreram todas. Até projetos de azeitonas já mostram para meu convencimento do sonho que nos leva. A realidade da economiazinha é desprezível junto ao sonho. É claro que  as azeitonas compradas numa das casas dos merceeiros nacionais serão sempre  mais baratas que estas hão-se ser, mas isso nada quer dizer. Estas têm momentos de vida, de plantação, rega, adubação, história, trabalho. Nem um momento de irrealidade, especulação. Ali tudo existe. Nada é religião de Angelas Doroteias ou de vítores com nome de magos.
Cada vez mais, só isso me compensa num desejo de retiro.

quinta-feira, maio 03, 2012

Pós abril e maio

Era num misto de esperança e medo que diziam, naqueles tempos, esse é do contra, quase como se, o facto de os conhecerem, lhes pudesse pôr em risco alguma coisa. Esta gente sempre gostou de estar acomodada, cobardemente sossegada à espera da mudança. E a mudança chegou numa madrugada já distante, ou melhor, a esperança da mudança, porque o medo da mudança rapidamente gerou desconfiança relativamente aos que eram do contra e agora tinham mudado tudo. Aí a cobardia de mudar da maioria silenciosa procurou soluções que pouco mudam e assim tem sido já lá vão mais de 30 anos, uma geração, em que o alterne tem dominado e levou isto ao estado de coisas a que se chegou. Quero nesta altura dizer a esses que não querem mudar que ao menos parem de me enviar mensagens eletrónicas em que, alternadamente, vão dizendo mal, ora de uns ora dos outros e votam ora nos outros, ora nos uns rumo ao abismo, quando o caminho necessário é rumar para o futuro.
Chega de preguiça, de superficialidade, de pouco trabalho e de ser mediocremente do contra. Basta de ter medo de mudar! É tempo de ser do outro contra, a favor da esperança e das pessoas para que a primavera, ainda que tardia, possa florescer. E, é claro, que se lixe a santa economia, essa a liberal, porque, afinal, economias há muitas!

terça-feira, maio 01, 2012

Dia de quebrar as cadeias


Uma das cadeias de merceeiros que nos governam decidiu fazer descontos de 50% no dia de hoje. O merceeiro-chefe deve estar divertido a ver que os seus empregados trabalham a dobrar no primeiro de Maio. A canalha, às vezes, é sádica e diverte-se com estas pequenas vinganças.
Com manobras destas, de legalidade até duvidosa (dumping?), conseguem publicidade gratuita em horário de telejornal, mas acima de tudo maculam um dia que deveria ser de festa popular, convertendo-o em dia de consumo idiota.
São estes «donos de Portugal» que nos levaram onde estamos. É urgente despertar, identificar com rigor o poder político que os mantém e dar o chuto piedoso a uns e a outros. Não é de intermediários que necessitamos, mas de trabalho sério e produtivo.
Ouçamos e cantemos:

quarta-feira, abril 11, 2012

MAC

São as pessoas e não os edifícios que fazem os centros de excelência. Edifícios excelentes não criam excelência se não tiverem as pessoas certas, mas edifícios deficientes limitam-na ainda que tenham as pessoas melhores. 
Num edifício onde nascem bebés todos os dias, não é estranho que  «mudança só a queiram os bebés que têm a fralda molhada» (M Twain)

domingo, abril 01, 2012

Pão e LIberdade

Há sorrisos que têm esperança, mesmo sem terem qualquer garantia que, o esperado, algum dia venha a chegar. Mas eram sorrisos generosos, enérgicos, conhecedores das dificuldades e que acreditavam. Hoje, vejo outros, mais esgares que sorrisos, feitos para serem registados numa câmara numa deseperada tentativa de representarem felicidade do objetivo ultrapassado. São sorrisos, muitas vezes, plenos de sofrimento, feitos só para o registo porque o conseguido, convencionalmente, mereceria ser celebrado com um sorriso ainda que ele não originado de forma espontânea, mas mais de um desabafo, quase com raiva algumas vezes. Falta-lhes a esperança que animava a vida, porque as realizações eram coletivas e sabia-se para onde se caminhava, bem acompanhado, nunca sozinho. Deve ser essa solidão que substituiu os sorrisos pelos esgares sorridentes.
Reparei na diferença ao olhar este cartaz  de John Heartfield na Tate Modern.

sexta-feira, março 30, 2012

Sem-tempo

Há os momentos em que se sente que é urgente voltar a fazer os dias caberem nas 24 horas a que têm direito e não os esticar noite dentro. Ou foi o tempo ou somos nós que mudámos, mas já nada é a mesma coisa que era dantes, onde o tempo seguia a dar voltinhas no relógio e não aos solavancos do quartzo e não era interrompido a todo o instante pelo bip da mensagem, pela vibração da chamada pelos alertas dos mails que chegaram. Deve ser, em parte, isso que nos vai esticando os dias para além do seu fim e nos escoa o tempo de viver.Estamos nos instantes dos sobressaltos, mas perdemos o tempo que tínhamos. Somos de outro tempo, o dos sem-tempo.
Pronto, a mensagem que era de hoje, passou o tempo e entrou pelo amanhã. Já passam oito minutos da meia noite do dia de ontem...

terça-feira, março 13, 2012

Da curta eternidade

Valerá ocultar o prazer do momento com a realidade? Sim, resta-me uma ideia vaga de ser atirado ao ar, de andar às cavalitas, até de ter umas jardineiras cinzentas, lembro-me do sabor das iscas e do cheiro na cozinha, do desfazer do baço, do molho espesso nas batatas cozidas ao sábado. E dos trigos comidos nas férias do verão com esse supremo recheio de broa de milho. Eram carinhos das avós que ainda estão aqui à custa dessas significâncias. Na pressa do tempo pouco irá sobrar delas depois que um dia este texto não tenha significado algum para quem o ler. Agora, ainda é possível detetar-lhes o cheiro e a textura com que envolviam, o sorriso apoiante que sempre as avós têm. É assim, a nossa eternidade não dura mais de uma ou duas gerações, porque eternidade verdadeira é o ser que fica nas lembranças, mas estas duram enquanto nós duramos. Iludidos há os que pensam que a propriedade, o ter, nos eterniza.
Não há pois, o direito de desperdiçar um sorriso, um olhar cúmplice, um sugerir de caminho. É por eles que duramos mais uns curtos anos, mas sobretudo gozamos uns eternos momentos. Eternidade haverá para os que nos deleitam com a arte que produzem e pouco mais. Nunca para os poderosos e os políticos que ficam de nome pregado numa tabuleta em início de rua, onde todos os que passam lêem o nome e desconhecem em absoluto o gajo que se chamava daquela forma. Nem ao trabalho se dão de ir ver na wikipedia. Essa eternidade poderia ser antes um número ou uma letra se as ruas não fossem mais de 23.

(In) Seguro

É pobre a política feita a la carte, segundo um manual de procedimentos que lá nos seus pontos diz, diariamente crie um facto político, vá aqui e faça um comentário, noutro dirá, crie estados gerais, roteiros, presidências abertas, coisas, para manter de orelhas arrebitadas os órgãos de informação, comente tudo, apareça, só assim conseguirá chegar aos milhares de amigos no facebook, que lhe darão a notoriedade de ser considerado conhecido pelos seus vizinho e eleitores potenciais. Ou não, porque essa é a via de ser conhecido como «político» e isso é uma das despromoções maiores que se pode fazer a alguém. Mas, na verdade, um político by the book, é isso mesmo é um gajo com quem não se devem fazer negócios sob risco de ruína, porque ninguém corre mais depressa das facilidades totais futuras às impossibilidades reais do presente.

sexta-feira, março 09, 2012

A pressa da história

É mais uma peça da coerência do sujeito. A falta de maneiras vem de longe e não só das crises bulímicas do bolo-rei. Esse é o seu fio condutor de ação, truques sucessivos desde aquele dia em que foi fazer a rodagem ao carrito.Esse foi o truque nº 1.
A História, felizmente, continuará a ser feita pelos historiadores, distantes que estejam os factos e as análises possam ser feitas sem a paixão da proximidade do instante. Mas a baixa política está ao alcance de qualquer medíocre e, neste caso, há algo de inquietante. Só o receio de perda de memória poderá explicar que um sebastianista escondido no nevoeiro que que ele próprio criou com seus tabús e alheamento de leituras de jornais, sinta a urgência de revelar agora aquilo que no futuro receie não poder dizer. Possivelmente, só isso justificará tão lamentável texto.
É um texto de livro de memórias a escrever daqui a muitos anos. Só que, dito agora, tem o sabor de outras urgências, como escutas, reformas que não garantem o pagamento das contas, interrupções de férias por causa dos Açores e desculpas para não participar em funerais devido a férias inadiáveis com os netos. Delírios, avarezas. É triste agora  saber que representa um Estado, mas, na verdade, desde o primeiro instante sempre foi triste. Estava nas entrelinhas que não souberam ler. A História registará este equívoco.

domingo, março 04, 2012

Afinal a diferença é mínima!

"Está provado que o aumento em 1% da taxa de desemprego faz subir em 0,8% a taxa de suicídios e 0,8% a de homicídios. O desemprego leva ao suicídio e a matar outras pessoas". Mas, também é verdade, continuou, que as mortes por acidentes de viação descem 1,4%," circula-se menos porque há menos dinheiro para a gasolina", ironizou. "Se fizermos as contas e quisermos ser cínicos podemos chegar à conclusão que a coisa fica quase ela por ela", concluiu Marmot.
Michael Marmot (Professor de Epidemiologia)
A diferença é mínima, 0,2%. Façam favor de continuar.

sábado, março 03, 2012

Pausas na crise

As flores que prenunciam os frutos e o sorriso de um neto. Sabem bem as pausas na crise.

sexta-feira, março 02, 2012

O quadro mais caro

Possuir a coisa ou partilhá-la com lucro secundário? Manifestar o poder que é ter. Como ter uma casa, ou ter uma casa onde viver. O importante, na verdade, é apenas estar abrigado. Mas, uma parte substancial da «crise» veio da «necessidade» de ter e na da função de «estar protegido». Quem fez a necessidade? Quem não avisou? Quem desregulou? Finalmente, quem vai pagar? Talvez os jogadores de cartas dos jardins.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Zeca


Ele até sabia que a troika andaria por cá 25 anos depois!
Ainda agora e sempre há música que nos arrepia. É isto a arte, o que fica depois de todas as certezas e ilusões efémeras.