Lei da conservação da massa: Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Lei da conservação das «massas»: Na economia, o que se produz é consumido ou sobra, tudo se troca de uma maneira ou de outra, se alguém compra é porque alguém vende e se alguém tem prejuízo é porque alguém lucra com isso. O sistema não induz a perda de todos, até porque os bons negócios são os que «fazem ambas as partes ganhar». Por vezes a doutrina não funciona, porque alguém abusou e corrompeu as regras da livre negociação, por exemplo, subsidiando a destruição da produção, rapinando os ativos existentes. É a Guerra!
Vem isto a propósito de saber quem é que está a ganhar nesta crise que não é generalizada. Depois de identificar os ganhadores, logo se analisará a forma como chegaram à vitória. Isso é necessário para se fazer a justa correção dos erros. Voltar a pôr a coisa a andar decentemente.
Dizia-me a doente: Pois está a ver isto, os alemães sempre a dizerem que nós gastamos sem termos para o fazer, mas afinal não deixam de nos vender BMWs e Audis... Ok, combata-se o consumo, mas prendam-se os dealers.
segunda-feira, julho 18, 2011
domingo, julho 17, 2011
Depressão ou silly season?
Se calhar foram de férias quando não deveriam ter ido. Mas a verdade é que não tenho ouvido a esquerda falar por estes dias. Não, não é o PS que está em período de nojo pelo futuro filósofo que agora come croissants na Rive Gauche . Falo mesmo é do PC e do Bloco. Foram silenciados nos media ou estão a banhos?
Eu estive, gostosamente a banhos esta tarde em que o sol ainda não arde e tudo continua fresco (exceto no Ministério da Agricultura...).
Eu estive, gostosamente a banhos esta tarde em que o sol ainda não arde e tudo continua fresco (exceto no Ministério da Agricultura...).
sábado, julho 16, 2011
Jovens rebeldes
Os jovens rebeldes que nos governam continuam a marcar a agenda. Depois de um ter ido à tomada de posse de scooter (grande texto de César Príncipe), agora é a notícia da Ministra que quer apagar o ar condicionado no Ministério: que a temperatura suba que ela lhes vai arrancar as gravatas também. Esperam-se cenas dos próximos dias. Sem camisa? E sem o que mais à frente se verá! (Ainda haverá tanga?) Sempre a aquecer.
quinta-feira, julho 14, 2011
A entrada
Acertados os fusos em 24 horas e pronto para a grande festa. O esforço conjunto e empenhado tinha preparado o terreno e no resto o clima ajudou sem muito calor nem muito frio.
- Esteve bonita a festa, pá. Mesmo se os microfones não lhes tivessem ampliado as vozes, não teriam deixado de nos recordar que mesmo sendo as rosas todas iguais, sempre se encontra uma que é diferente de todas as outras, sendo única porque é com ela que gastamos o nosso tempo. E o tempo apenas começa agora prolongando-se por muitos mais dias do que mil e uma noites de que esta festa foi feita.
- Soube bem ver os amigos que vieram, alguns com sacrifício, e ver-lhes algum sorriso não disfarçado. Sempre serão bem-vindos neste quadrado que se quer um espaço de pausa e renascimento. É para isso que se está aqui.
- Depois destes momentos, fica-se mais condescendente com a besta que corre, funga, pára e revolta numa tarefa incessante na busca de uma estátua que não vem.
- Mais custa ouvir um Presidente trair a Constituição que jurou e dizer que devem uns comparticipar mais, nos cuidados de saúde, de acordo com as suas posses. Nada seria mais certo se a doença fosse uma opção de aquisição e, não impusesse a civilização, que deverão ser os sãos a pagar o desconforto dos doentes. De acordo com os seus rendimentos, certamente, já pagos pelos impostos. Ainda que tenham de ser aumentados ou criado algum especificamente para suportar os cuidados de saúde e manter sustentável o SNS, mas mantendo sempre o princípio de que não devem ser as vítimas a custear os acidentes.
- Mais irrita este crescendo de indignação e ofensa nacional porque a lógica do sistema que ontem aplaudiram (e ainda não deixaram de louvar) agora nos atira para o lixo. Nada acalma estes mercados nem a simpatia cândida de um Coelho. E o maremoto ainda está para vir.
- Aos poucos vou-me cansando de ser parte da causa de todos os males por estar exclusivamente do lado do Público e privado de ser privado nas horas vagas. Cresce a vontade de lhes fazer a vontade e reduzir-lhes a despesa que fazem comigo, dando o meu modesto contributo para a atenuação do défice. Mais cedo do que mais tarde e que se lixem as penalizações.
- Amanhã volta a ser sexta-feira. A liberdade vai passar por aqui.
A saída
Já vão longas estas férias blogueiras e, desta vez, nem foi a motivação da ausência de acontecimento num período em que a desagregação progride serena e determinada. É tempo de fazer um resumo, recorrendo a uma lista que foi crescendo:
Ø Os funcionários de bordo da United-Continental são agora, cada vez mais, os restos de mulheres que se adivinha terem sido bonitas. Agora apenas se arrastam pela realidade da sua insegurança social até que partam definitivamente noutra viagem. Parecem ansiar por ela. Cansados, atiram-nos comida para cima dos tabuleiros e cobram-nos tudo o que tenha álcool. Deixam-nos longos tempos sem água, indiferentes ao risco das flebotromboses. No final, despedimo-nos com um sorriso politicamente correto. Igualmente cansado de tantos anos passados a sorrir da mesma forma.
Ø Meios zombiedos pelas diferenças horárias, aguarda-nos o habitual jantar de hotel, com sabor a refeição entre a ceia e o pequeno-almoço. Percebo então que a epidemiologia da Diabetes, olhando a dimensão de um grupo de 2 dúzias de médicos, maioritariamente cientistas da prescrição das últimas novidades terapêuticas. Trata-se realmente de uma doença frequente! Nos dias seguintes, ver-nos-emos ocasionalmente nos corredores do Centro de Congressos e nos Outlets vizinhos da cidade. Viver em Portugal é fácil.
Ø San Diego, ao fundo da Califórnia, reparo agora é das cidades que mais tenho visitado. Tranquila, sensivelmente igual sempre, ideal para partir para um lado qualquer, nem que seja para apanhar o trolley e ir até Tijuana ver a concentração das gentes. Na Union Square sempre os mesmo desistentes, arrastando-se e discursando alienados empurrando pequenos carros de cobertores e restos de comida. De quando em onde, soam alguns insultos, contra a guerra onde perderam os neurónios subjugados pelos medos dos traumas. E também contra todos os que passamos pela negação do spare change. Quatro quarteirões ao lado, os iates ondulam suavemente na marina.
Ø Já é habitual nos Congressos americanos não incluírem nas despesas da organização qualquer fornecimento de bloco de notas ou lápis para registar algo que se ache interessante. Aquilo é para ver, ouvir e relembrar os magotes de dados de argumentação para estimulação das vendas dos vários produtos que ali nos levam. Por todo o lado também já estou habituado a ver aqueles avisos de proibição de fotografar ou registar as sessões com qualquer meio mais ou menos eletrónico. Mas sempre tinha achado esses anúncios da mesma forma que os italianos olham os sinais vermelhos nos cruzamentos e visto, com naturalidade e sem espanto, o espetáculo até esteticamente interessante da onda de ecrãs que sobe e desce cada vez que desliza um novo gráfico projetado. Mas desta vez surgiu a novidade dos seguranças intervenientes, passeando na sala, acenando a proibição anunciada. Ainda não destruíram camaras, mas perturbam. E todo este cenário para aumentar o mercado dos registos oficiais que são fornecidos a troco de cerca de 400 dólares. Depois de se pagar uma inscrição de algumas centenas de dólares, fica a dúvida da justeza de se ser impedido de tomar notas eletrónicas, tanto mais que os verdadeiros produtores da informação, se calhar, pouco tinham a objetar aos registos. Pelo menos eu, quando falo, gostaria que a mensagem do que digo fosse transmitida e recebida o mais possível não ficando confinada aqueles 20 minutos de discurso. Que a levem para casa e reflitam, é o que mais gozo me pode dar. Mas talvez estes tenham vendido os direitos e perdido, em troca, a liberdade.
Ø À noite passam comboios de 3 andares de carros asiáticos abastecendo um imenso mercado que desistiu há muito de Detroit. Todas as noites, o mesmo tsunami de lata entra naquele país, aumentando sempre aquele número gigantesco de uma quase infinitude de dígitos que descreve a dívida americana. Este fenómeno só poderá ter um resultado final catastrófico, porque quem sistematicamente mais consome do que faz, terminará necessariamente caquético por muito que a criatividade contabilística seja gigantesca e o papel disponível para imprimir dólares seja virtualmente infinito.
Ø No final dos dias valeu a pena pela organização de ideias e colheita de algumas novidades. Acima de todas constatar a ousadia de ver pensar diferente, que sobressaiu da Banting lecture feita por Barbara Corkey. A insulinorresistência pode afinal ser uma insulinoabundância determinada por consumo de lixos não alimentares disponíveis consumidos desde o carrinho de bébé. Faz todo o sentido olhando a epidemiologia do problema e, a ser assim, haveria que afinar a pontaria para novos alvos terapêuticos e concluir que até agora se andou a atirar ao alvo errado.
Ø No regresso, ainda Nova Iorque e Times Square às 3 da manhã sob calor intenso e húmido e após uma chuva torrencial de 5 minutos, servida para refrescar os dedos das senhoras mal protegidos pelas sandálias que foram em busca de verão.
Ø E as torres que já se vão espetando no ground zero e mais umas canecas bebidas no McSorley (Be Good or Be gone!), onde as lembranças são fartas e não só as das paredes onde há a notícia da morte de Lincoln num jornal da época.
Já não há nos escaparates T-shirts com a cara do Obama, nem cartões dele com a Michele dispostos nas ruas para os turistas tirarem a foto com os Primeiros. Sente-se o desencanto que vai dominando esta terra decadente.
Ø Os funcionários de bordo da United-Continental são agora, cada vez mais, os restos de mulheres que se adivinha terem sido bonitas. Agora apenas se arrastam pela realidade da sua insegurança social até que partam definitivamente noutra viagem. Parecem ansiar por ela. Cansados, atiram-nos comida para cima dos tabuleiros e cobram-nos tudo o que tenha álcool. Deixam-nos longos tempos sem água, indiferentes ao risco das flebotromboses. No final, despedimo-nos com um sorriso politicamente correto. Igualmente cansado de tantos anos passados a sorrir da mesma forma.
Ø Meios zombiedos pelas diferenças horárias, aguarda-nos o habitual jantar de hotel, com sabor a refeição entre a ceia e o pequeno-almoço. Percebo então que a epidemiologia da Diabetes, olhando a dimensão de um grupo de 2 dúzias de médicos, maioritariamente cientistas da prescrição das últimas novidades terapêuticas. Trata-se realmente de uma doença frequente! Nos dias seguintes, ver-nos-emos ocasionalmente nos corredores do Centro de Congressos e nos Outlets vizinhos da cidade. Viver em Portugal é fácil.
Ø San Diego, ao fundo da Califórnia, reparo agora é das cidades que mais tenho visitado. Tranquila, sensivelmente igual sempre, ideal para partir para um lado qualquer, nem que seja para apanhar o trolley e ir até Tijuana ver a concentração das gentes. Na Union Square sempre os mesmo desistentes, arrastando-se e discursando alienados empurrando pequenos carros de cobertores e restos de comida. De quando em onde, soam alguns insultos, contra a guerra onde perderam os neurónios subjugados pelos medos dos traumas. E também contra todos os que passamos pela negação do spare change. Quatro quarteirões ao lado, os iates ondulam suavemente na marina.
Ø Já é habitual nos Congressos americanos não incluírem nas despesas da organização qualquer fornecimento de bloco de notas ou lápis para registar algo que se ache interessante. Aquilo é para ver, ouvir e relembrar os magotes de dados de argumentação para estimulação das vendas dos vários produtos que ali nos levam. Por todo o lado também já estou habituado a ver aqueles avisos de proibição de fotografar ou registar as sessões com qualquer meio mais ou menos eletrónico. Mas sempre tinha achado esses anúncios da mesma forma que os italianos olham os sinais vermelhos nos cruzamentos e visto, com naturalidade e sem espanto, o espetáculo até esteticamente interessante da onda de ecrãs que sobe e desce cada vez que desliza um novo gráfico projetado. Mas desta vez surgiu a novidade dos seguranças intervenientes, passeando na sala, acenando a proibição anunciada. Ainda não destruíram camaras, mas perturbam. E todo este cenário para aumentar o mercado dos registos oficiais que são fornecidos a troco de cerca de 400 dólares. Depois de se pagar uma inscrição de algumas centenas de dólares, fica a dúvida da justeza de se ser impedido de tomar notas eletrónicas, tanto mais que os verdadeiros produtores da informação, se calhar, pouco tinham a objetar aos registos. Pelo menos eu, quando falo, gostaria que a mensagem do que digo fosse transmitida e recebida o mais possível não ficando confinada aqueles 20 minutos de discurso. Que a levem para casa e reflitam, é o que mais gozo me pode dar. Mas talvez estes tenham vendido os direitos e perdido, em troca, a liberdade.
Ø À noite passam comboios de 3 andares de carros asiáticos abastecendo um imenso mercado que desistiu há muito de Detroit. Todas as noites, o mesmo tsunami de lata entra naquele país, aumentando sempre aquele número gigantesco de uma quase infinitude de dígitos que descreve a dívida americana. Este fenómeno só poderá ter um resultado final catastrófico, porque quem sistematicamente mais consome do que faz, terminará necessariamente caquético por muito que a criatividade contabilística seja gigantesca e o papel disponível para imprimir dólares seja virtualmente infinito.
Ø No final dos dias valeu a pena pela organização de ideias e colheita de algumas novidades. Acima de todas constatar a ousadia de ver pensar diferente, que sobressaiu da Banting lecture feita por Barbara Corkey. A insulinorresistência pode afinal ser uma insulinoabundância determinada por consumo de lixos não alimentares disponíveis consumidos desde o carrinho de bébé. Faz todo o sentido olhando a epidemiologia do problema e, a ser assim, haveria que afinar a pontaria para novos alvos terapêuticos e concluir que até agora se andou a atirar ao alvo errado.
Ø No regresso, ainda Nova Iorque e Times Square às 3 da manhã sob calor intenso e húmido e após uma chuva torrencial de 5 minutos, servida para refrescar os dedos das senhoras mal protegidos pelas sandálias que foram em busca de verão.
Ø E as torres que já se vão espetando no ground zero e mais umas canecas bebidas no McSorley (Be Good or Be gone!), onde as lembranças são fartas e não só as das paredes onde há a notícia da morte de Lincoln num jornal da época.
Já não há nos escaparates T-shirts com a cara do Obama, nem cartões dele com a Michele dispostos nas ruas para os turistas tirarem a foto com os Primeiros. Sente-se o desencanto que vai dominando esta terra decadente.
segunda-feira, junho 20, 2011
Fábula
«O lacrau pediu à rã para o ajudar a atravessar o rio. A meio da corrente cravou-lhe no dorso o veneno do seu ferrão, dizendo-lhe enquanto ambos se afogavam: «Que queres? Não posso fugir à minha natureza».
Quem não quer chatices, não se mete com ele.
Sempre assim foi e assim continuará a ser. Está-lhe na natureza.
Começa bem a nova AD deste governo de jovens, tecnocratas e sem Cultura: Nobre ao mar, afundado por um submarino!! Ou terá sido o primeiro tiro no porta-aviões que o país adquiriu a 5 de Junho?
Quem não quer chatices, não se mete com ele.
Sempre assim foi e assim continuará a ser. Está-lhe na natureza.
Começa bem a nova AD deste governo de jovens, tecnocratas e sem Cultura: Nobre ao mar, afundado por um submarino!! Ou terá sido o primeiro tiro no porta-aviões que o país adquiriu a 5 de Junho?
quarta-feira, junho 15, 2011
Dissidência no PSD ou uma espécie de Futre
“É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal”. “Não me falem dos problemas de aumento do salário mínimo. Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?”. “Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar”
“Em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza”, que “há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”. Inconformado, disse que “combater a pobreza é uma causa nacional”, e salientou: “Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”. “Não aceito esta vergonha no nosso país”
O nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho foram outras áreas que lamentou.
Os empresários também não foram poupados. “Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?”, perguntou à audiência, deixando depois um repto aos empresários: “Peço aos empresários para serem inovadores, abram-se ao mundo, sejam empreendedores”.
“É o momento de repensar que mundo queremos”, e recorrendo à frieza com que os médicos olham para a vida afirmou: “eu sei como vou morrer, sei como todos aqui vão morrer. E não é nessa altura, não é quando começarem a sentir a urina quente a correr pelas coxas, que vale a pena repensar a nova ordem económica mundial. É agora”. As futuras gerações não vão perdoar, diz.
“Perante uma hérnia estrangulada, um médico só pode fazer uma coisa: operar imediatamente.
Ora a hérnia já está estrangulada [na ordem económica mundial]: nós temos que operar, temos de mudar as regras, os instrumentos.
Ora a hérnia já está estrangulada [na ordem económica mundial]: nós temos que operar, temos de mudar as regras, os instrumentos.
É preciso bom senso, acção, determinação política”, disse, avisando:
“Se não o fizermos, as próximas gerações acusar-nos-ão, com razão, de não assistência a planeta em perigo”.
quinta-feira, junho 09, 2011
Voar seguro
Já há uns tempos que não aterrava no meio de uma ovação aos pilotos. Afinal ainda acontece quando se vem na SATA num avião cheio de portugueses das ilhas. Recomenda-se, porque não só os pilotos devem esperar-se para receber a ovação como, possivelmente, os requerimentos à Nossa Senhora de Fátima para que o avião chegue direitinho devem ser inúmeros. Aviação segura e premiada.
segunda-feira, junho 06, 2011
Lá vamos cantando e rindo...
Riram, dançaram, pularam, cantaram porque a causa de todos os males perdeu e foi-se embora. E já tinham feito o mesmo ao Santana Lopes, ao Durão Barroso (ou este foi tratar da vida antes que a coisa azedasse), ao António Guterres, ao Cavaco Silva, ao Mário Soares. Bestiais no dia em que ganham as eleições, umas Bestas no fim (ou no meio) dos mandatos. Fracos em tudo até na memória. Desta vez a coisa foi ainda mais longe e, com esta votação, fica provado que quase 80% aprova a ditadura do triunvirato (à moda de Portas). Fulanizar é a forma mais fácil que a preguiça encontra para julgar não se percebendo que o problema não está nos réus, mas na preguiça dos juízes. E porque são eles que decidem e o não sabem fazer porque não trabalham a decisão, não refletem sobre ela, continuam a fazer as escolhas tortas. Dentro de alguns meses o número dos que não tiveram nada a ver com isto aumentará e a maioria de hoje é a minoria de amanhã. Mais cedo do que muitos pensarão. É que a vida das pessoas faz-se com as pessoas da vida e não com as imagens que delas se criam.
A consistência da esquerda reforçou-se, ainda que a esquerda de Telheiras, fraturante e liberal tenha quase desaparecido em parte, possivelmente, porque jogou (in)utilmente na salvação do Grande Líder.
É engraçado olhar para isto desde longe, desde a terra onde estão os males do mundo, onde curiosamente sinto alguma depressão que se vai mantendo ainda que tenham um presidente inteligente, mas também ele dominado pela cultura e o poderio do Poder Financeiro. Há muito mais a mudar do que as pessoas ou como se diz não basta mudar as moscas... Enquanto isso se não faz lá vamos cantando e rindo.
A consistência da esquerda reforçou-se, ainda que a esquerda de Telheiras, fraturante e liberal tenha quase desaparecido em parte, possivelmente, porque jogou (in)utilmente na salvação do Grande Líder.
É engraçado olhar para isto desde longe, desde a terra onde estão os males do mundo, onde curiosamente sinto alguma depressão que se vai mantendo ainda que tenham um presidente inteligente, mas também ele dominado pela cultura e o poderio do Poder Financeiro. Há muito mais a mudar do que as pessoas ou como se diz não basta mudar as moscas... Enquanto isso se não faz lá vamos cantando e rindo.
domingo, junho 05, 2011
Um país ausente
Perante a situação do país, cerca de 40% dos seus votantes, decidiram abster-se. Será que este país tem direito a continuar o seu destino ou será melhor nomear uma comissão liquidatária e aceitar a sua anexação por outro onde as pessoas estejam vivas?
sexta-feira, junho 03, 2011
Verdade e mentiras
Não há argumentos, apenas o medo prevalece. Com efeito, não resiste a qualquer análise racional esta negação dos poderes reinantes quer seja na Grécia, na Irlanda, em Espanha, na Itália, mas também na Alemanha.Os povos são simples e estão estupidificados, não têm ideologia (que os poderes se encarregaram de arrasar), não têm outra qualquer noção que seja a fuga para a frente e uma esperança (quase sempre demonstrada como vã ao longo da história) de que o que vier será um pouco melhor. A desilusão vem cerca de meio ano depois, onde já ninguém assume as escolhas que foram feitas. Assim vai ser aqui e agora.
Desta vez o paradoxo foi levado ao extremo com a elaboração de um programa prévio por uma entidade estranha, que os que agora se guerreiam, vão escrupulosamente executar (ou pensam que executarão) contra as necessidades dos que, por momentos, conseguiram iludir. A decisão é muito maior que entre opções clubistas por partidos, mas exige a coragem de mudar quase tudo nas nossas vidas e isso é aquilo que o medo não deixa vencer.
Este sistema de vida teve um pequeno terramoto em 2008, mas a lição que poderia ser tirada foi ocultada, escondida para que a «vida» pudesse continuar a ser como dantes. Estão, momentaneamente, refeitos. Só que as contradições internas e a insustentabilidade da mentira dessa vida voltarão a emergir num maremoto que tem de acontecer. Não, a história ainda não acabou e a onda haverá de chegar para os engolir, porque o progresso não é o avanço de uns cada vez em menor número, deixando de fora outros cada vez em maior número separados por um fosso que não pára de os afastar.
Naturalmente, entretanto, assaltarão os turistas no Algarve, roubarão as casas, pilharão o que puderem, devido à insustentabilidade da mentira. A real, não a de Sócrates, porque a deste é igual à de Portas e Coelho. Estes todos mentem à vez, tentando fazer-nos consumir a bebida inebriante da democracia do alterne. Meros instrumentos, como as outras, do dono da Casa, o Poder Financeiro.
(Imagem roubada (ladrão que rouba ladrão....) em http://devaneiosaoriente.blogspot.com/2011/05/passos-coelho-paulo-portas-e-jose.html)
segunda-feira, maio 23, 2011
Lá
Lá há aquele tempo que começa logo bem cedo antes do calor chegar e que dura como as pilhas do anúncio. Depois há o calor e a urgência de recolher ou da sesta e finalmente o dia recomeça já perto de acabar antes do mergulho final do sol, antes da ascensão da lua. Ali há tudo, com momentos e com cheiros com chilrear de pássaros e com silêncios como nas interpretações da Maria João Pires. Naquele sítio, nunca um dia é igual a outro, mesmo tendo ciclos de chegada e de partida, Nunca a rotina, que destrói o tempo daqui. Lá há momentos sempre irrepetíveis, únicos que se agarram à memória renovando-a. Aí percebo que a Vida é uma sucessão de momentos, não de rotinas geradoras de demências, os contornos são nítidos e não esfumados por uma mistura de cores sem sentido, redutora, aquilo que resulta da mistura ao acaso na paleta, a cor de merda.
sexta-feira, maio 20, 2011
A biblioteca em fogo
E agora que os estou a transplantar das urnas escondidas, onde os tinha enterrado há espera de melhores dias, e finalmente os levo para o novo local de vida, constato o tempo todo que perdi no adiamento da sua leitura e, por instantes, vem à ideia o risco de já não haver tempo para a tarefa de os consumir. Passamos demasiado tempo distraídos, convencidos, que o tempo não é urgente, que vai existir sempre até que um dia, de repente, percebermos a sua finitude. Há cada vez mais esse risco, à medida que o tempo passa. Ainda só uma constatação da razão, felizmente, sem a sensação dessa realidade. Mas só imaginar, já é suficientemente angustiante. É necessário, cada vez mais a cada dia que passa, caber no tempo. É imperioso e urgente ganhar o tempo, não perdendo nem um milésimo de segundo do seu escoar.
quinta-feira, maio 19, 2011
Fs
Depois de ver mais um debate:
O grande problema é a necessidade de encontrar uma solução global para 10 milhões numa terra onde há 10 milhões de soluções para a resolução de cada caso pessoal. Uma nação é muito mais que um somatório de indivíduos ou de seitas, é uma construção coletiva e solidária. E há anos que se anda a matar a solidariedade como valor.
Já nem se estranha que os telejornais abram e se demorem na visão da euforia do FCP (uma nação! li num cartaz...) . A isso se está reduzido, ontem, Fátima, hoje o Futebol, sempre, o mesmo Fado.
Há uma urgência de Fuga
.
O grande problema é a necessidade de encontrar uma solução global para 10 milhões numa terra onde há 10 milhões de soluções para a resolução de cada caso pessoal. Uma nação é muito mais que um somatório de indivíduos ou de seitas, é uma construção coletiva e solidária. E há anos que se anda a matar a solidariedade como valor.
Já nem se estranha que os telejornais abram e se demorem na visão da euforia do FCP (uma nação! li num cartaz...) . A isso se está reduzido, ontem, Fátima, hoje o Futebol, sempre, o mesmo Fado.
Há uma urgência de Fuga
Leituras e traduções
1. Elogios dos Soares (os grandes ratos) a Portas. Tradução: quanto mais votarem nele, menos votos tem o Coelho, logo mais possibilidades terá o Grande Líder de continuar a ser o mais votado.
2. Diz o Grande Líder que o PR tem de escolher o partido mais votado para chefiar o governo . Tradução: só assim consegue ser PM e depois logo se vê... Talvez o Portas venha a «sacrificar-se» uma vez mais pela Nação como acabou recentemente de fazer ao apoiar o pacto com o «Triunvirato».
3. Coelho só será PM, se for o mais votado. Tradução: (Deve ser um bom jogador de poker este Coelho). Bluff absoluto! Se querem um governo à direita, concentrem os votos no PSD. É a única forma de este se distanciar do PS e reforçar a sua legitimidade como partido maioritário de Governo. Depois dará uns lugarzitos ao Portas.
4. É possível um governo maioritário PSD/CDS, diz Portas. Tradução: Já desistiu de ser PM e o seu objetivo é levar o maior número de ministros para o governo.
Eles não dizem, mas pensam (ou será que só calculam?).
E o Povo, pá? não entra na equação?
2. Diz o Grande Líder que o PR tem de escolher o partido mais votado para chefiar o governo . Tradução: só assim consegue ser PM e depois logo se vê... Talvez o Portas venha a «sacrificar-se» uma vez mais pela Nação como acabou recentemente de fazer ao apoiar o pacto com o «Triunvirato».
3. Coelho só será PM, se for o mais votado. Tradução: (Deve ser um bom jogador de poker este Coelho). Bluff absoluto! Se querem um governo à direita, concentrem os votos no PSD. É a única forma de este se distanciar do PS e reforçar a sua legitimidade como partido maioritário de Governo. Depois dará uns lugarzitos ao Portas.
4. É possível um governo maioritário PSD/CDS, diz Portas. Tradução: Já desistiu de ser PM e o seu objetivo é levar o maior número de ministros para o governo.
Eles não dizem, mas pensam (ou será que só calculam?).
E o Povo, pá? não entra na equação?
quarta-feira, maio 18, 2011
Dois consensos e incongruências
É curioso observar sta consensualidade relativamente ao futuro programa de governo escrito pelo FMI e Cia. São provavelmente mais de 80 % dos portugueses que vão apoiar nas urnas tal coisa. Presumivelmente, 6 meses depois de o futuro governo ter tomado posse, todos terão vtado nos restantes 20%. Pobre democracia de voto secreto!
Aliás, gerou-se outro consenso: a grande maioria das pessoas já percebeu que os portugueses andaram a gastar mais do que produziam e que, não restam dúvidas, eles (os outros) terão de produzir mais e gastar menos. Só que isso se aplica ao todo, mas não às partes, a cada um, porque, cada um, considera que produz o máximo e consome o mínimo possível. A culpa é deles (dos outros), como habitualmente. Ou seja, este é um país onde o todo não é a soma das partes.
Aliás, gerou-se outro consenso: a grande maioria das pessoas já percebeu que os portugueses andaram a gastar mais do que produziam e que, não restam dúvidas, eles (os outros) terão de produzir mais e gastar menos. Só que isso se aplica ao todo, mas não às partes, a cada um, porque, cada um, considera que produz o máximo e consome o mínimo possível. A culpa é deles (dos outros), como habitualmente. Ou seja, este é um país onde o todo não é a soma das partes.
domingo, maio 15, 2011
Coelho fica à porta
Cuidado com eles que não têm o ar agressivo e aguerrido dos lobos ou de outros predadores, mas, bem vistos os efeitos não deixam de ser igualmente destrutivos, ainda que tenham aquele ar dócil e fofinho que pode encantar até as crianças. Quem os vir sempre cautelosos e tímidos não lhes imagina a argúcia e a capacidade de ultrapassar obstáculos e destruir a produção. Atacam geralmente durante o escuro, trabalhando afincadamente pelos seu objetivos perversos.
Este foi um fim-de-semana em que iniciei a luta contra o coelho, mostrando-lhe que, no quadrado se não entra sem autorização, que este espaço é para desenvolver e obter os frutos do trabalho e não para entregar a parasitas manhosos.
Aqui o coelho fica de fora.
Este foi um fim-de-semana em que iniciei a luta contra o coelho, mostrando-lhe que, no quadrado se não entra sem autorização, que este espaço é para desenvolver e obter os frutos do trabalho e não para entregar a parasitas manhosos.
Aqui o coelho fica de fora.
quinta-feira, abril 14, 2011
Três perguntas sobre a motivação das coisas
- Será que se construiriam hospitais se não houvesse doentes?
- A existência de médicos, só por si, justificaria o investimento?
- E, já agora, os construtores civis seriam motivo suficiente para ter de os fazer?
terça-feira, abril 12, 2011
Do virtual ao real
Começaram por dançar o tango, amuaram, depois foi às escondidas. E quem começou por dizer que tinha sido só (virtualmente) ao telefone, assume agora finalmente a relação real. Pelos vistos correu mal e foi um ato interrompido com todos os malefícios que isso traz à saúde e ao bem-estar.
Do virtual ao real ou os (maus) passos do coelho na busca da toca poderia ser o título longo da novela.
Mais coisa menos coisa estamos condenados a seguir os episódios deste amor mal-assumido, que acabará possivelmente em casamento com chispas de ódio e traições à primeira oportunidade.
Do virtual ao real ou os (maus) passos do coelho na busca da toca poderia ser o título longo da novela.
Mais coisa menos coisa estamos condenados a seguir os episódios deste amor mal-assumido, que acabará possivelmente em casamento com chispas de ódio e traições à primeira oportunidade.
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