A chuva começa a cair desanimando o fim-de-semana. Pode ser que páre! Vou para a praia.
sexta-feira, janeiro 30, 2004
quinta-feira, janeiro 29, 2004
Está a chover!
Nos dias de urgência, o tempo foge-me sem o sentir. Hoje, subitamente, percebi que chovia quando saí do hospital. Encerrado lá dentro não há tempo (como é que os ingleses arranjaram duas palavras e nós só temos uma?). É preciso sair daquele buraco para vermos um tempo para além do instante em que se actua de repente e onde fica todo o tempo. Às vezes, temos também o prazer de dar mais algum tempo aqueles que justificam o tempo que ali estamos, na ignorância do tempo que faz lá fora.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Engavetada
O que eu estranho é que este governo em vez de guardar o dinheiro nos Bancos o faça nas gavetas. E se há um incêndio no Ministério, senhora Ministra? Tem de pensar nisso, que este país é dado a fogos, como sabe. E se mudam os móveis e lá se vão as gavetas cheias do dinheiro da Segurança Social. É preciso ter muito cuidado com o dinheiro, mesmo com o que não é nosso... Não há necessidade de ser-se tão conservador. Já todos ouvimos a história dos colchões cheios de notas que arderam. Agora, ficámos a saber que a mania de guardar dinheiro nos móveis também já chegou ao Ministério!
Aliás, as gavetas servem para guardar tudo aos nossos governantes. Já o outro lá tinha posto o Socialismo! Na verdade são apenas ligeiras diferenças de sensibilidade e como diz o Povo, são todos iguais. O melhor é mesmo experimentarmos outros que estes não servem.
Aliás, as gavetas servem para guardar tudo aos nossos governantes. Já o outro lá tinha posto o Socialismo! Na verdade são apenas ligeiras diferenças de sensibilidade e como diz o Povo, são todos iguais. O melhor é mesmo experimentarmos outros que estes não servem.
terça-feira, janeiro 27, 2004
Estranheza (mesmo que já vá sendo hábito)
Passei pelo dia em urgência a ver o país feio que temos. As pessoas andam agressivas, irritadas e agredidas. Hoje houve mais agressões do que é costume. Mulheres batidas, assaltadas.
Este país está definitivamente a ficar feio. Alguém explica as razões de tamanha tristeza?
Este país está definitivamente a ficar feio. Alguém explica as razões de tamanha tristeza?
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Imagem
Por momentos fantasio a imagem do Estádio da Luz com uma vela acesa em cada uma das suas 65000 cadeiras durante toda a noite. Em silêncio , ardente.
Implicações
Curiosamente, hoje alguns dos meus doentes, tinham mais uma doença. A preocupação de estarem doentes, seriamente doentes, terem alguma coisa que os projectasse subitamente no chão de forma irreversível. Não será melhor fazxer um exame ao coração?
São os custos elevados do massacre da morte em tempo real e em repetição. Na TSF, discute-se se os miúdos que praticam desporto estarão bem protegidos apenas com o atestado médico que garante estarem em boas condições físicas para a prática do exercício físico. Fiquei a pensar que é mais um papel de faz de conta em que se pede ao médico que ateste o que não pode atestar. O médico em consciência dirá, parece-me que está, mas não tem dados que lhe permitam afirmar que tem condições para fazer desporto. Isso passaria por outra avaliação, seguramente. Então para que se pede o tal papelucho? Apenas para livrar de responsabilidades terceiros, atirando-as, eventualmente, para cima dos médicos que atestam o que não podem?
É assim que agradeço ao Feher esta reflexão que me proporcionou. A partir de hoje, assim será. Não há atestados desses para mais ninguém. Como já não havia para funcionários que queriam que mentisse por eles afirmando que tinham estado doentes. Vão corrigir o que está errado, depois venham cá.
São os custos elevados do massacre da morte em tempo real e em repetição. Na TSF, discute-se se os miúdos que praticam desporto estarão bem protegidos apenas com o atestado médico que garante estarem em boas condições físicas para a prática do exercício físico. Fiquei a pensar que é mais um papel de faz de conta em que se pede ao médico que ateste o que não pode atestar. O médico em consciência dirá, parece-me que está, mas não tem dados que lhe permitam afirmar que tem condições para fazer desporto. Isso passaria por outra avaliação, seguramente. Então para que se pede o tal papelucho? Apenas para livrar de responsabilidades terceiros, atirando-as, eventualmente, para cima dos médicos que atestam o que não podem?
É assim que agradeço ao Feher esta reflexão que me proporcionou. A partir de hoje, assim será. Não há atestados desses para mais ninguém. Como já não havia para funcionários que queriam que mentisse por eles afirmando que tinham estado doentes. Vão corrigir o que está errado, depois venham cá.
domingo, janeiro 25, 2004
Morte sacana
Já num reflexo de morte, sorriu da vida e de seguida deitou-se, brutalmente, desamparado. Naquele momento todos perceberam a pouca importância dos cartões amarelos da vida, desses que nos fazem sorrir por aceitação ou desprezo perante a importância que tem o cartão vermelho da morte. Feher teve um vermelho directo. É, obviamente, injusto aos 24 anos. A senhora de negro, excedeu-se!
Excedeu-se também a informação, com a mostragem das imagens da morte em directo, em pormenor, com realce, quase em câmara lenta para que se pudesse perceber em toda a extensão o absurdo. Aquela hora, sem filtragem grandes e pequenos viram e os grandes explicaram aos pequenos que o senhor teve uma dor de cabeça, uma dor no peito e coisas assim. E os pequenos ouviram daí a pouco que ele tinha morrido com 24 anos. Será que a morte não terá ficado demasiado perto de tanta gente que tem idade para a ver muito longe? E isto não teve qualquer benefício para ninguém, a não ser para as receitas dos canais. Sinceramente, acho que é demasiado caro para os custos que tem.
Excedeu-se também a informação, com a mostragem das imagens da morte em directo, em pormenor, com realce, quase em câmara lenta para que se pudesse perceber em toda a extensão o absurdo. Aquela hora, sem filtragem grandes e pequenos viram e os grandes explicaram aos pequenos que o senhor teve uma dor de cabeça, uma dor no peito e coisas assim. E os pequenos ouviram daí a pouco que ele tinha morrido com 24 anos. Será que a morte não terá ficado demasiado perto de tanta gente que tem idade para a ver muito longe? E isto não teve qualquer benefício para ninguém, a não ser para as receitas dos canais. Sinceramente, acho que é demasiado caro para os custos que tem.
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Greve!
Hoje é dia de greve! Estão diferentes as greves de agora, demasiado civilizadas, com piquetes muito politicamente correctos. Os fura greves são respeitados. Os patrões agradecem este código de boas maneiras. A imprensa encarregar-se-á do resto. Irá mostrar o incomodo que o processo trouxe aos cidadãos, dirá que segundo os sindicatos a adesão foi muito alta e que segundo o portavoz do Governo não ultrapassou os 5%. Mais uma vez remeter-se-á para uma neutralidade politicamente correcta, mas absolutamente fora da necessária e desejável objectividade. Com toda a correcção, a partir da próxima semana tudo voltará à normalidade e já hoje os administradores hospitalares farão contas e esfregarão as mãos contabilizando o que pouparam nos vencimentos. Foi para isto que houve lutas operárias?
Afinal, em nome de que causa maior, continuamos nós a não ser aumentados de ordenado e a pagar tudo mais caro? Será que desejamos mesmo contratos individuais de trabalho e ser reformados quando estivermos a cair de podres? Será que queremos que continue vedado o acesso ao emprego aos jovens? Estaremos mesmo empenhados em salvar a tal economia que aumenta o fosso entre os grupos sociais, penaliza quem trabalha e apoia quem especula?
Façam greve! Estamos a tempo de resistir!
Afinal, em nome de que causa maior, continuamos nós a não ser aumentados de ordenado e a pagar tudo mais caro? Será que desejamos mesmo contratos individuais de trabalho e ser reformados quando estivermos a cair de podres? Será que queremos que continue vedado o acesso ao emprego aos jovens? Estaremos mesmo empenhados em salvar a tal economia que aumenta o fosso entre os grupos sociais, penaliza quem trabalha e apoia quem especula?
Façam greve! Estamos a tempo de resistir!
quinta-feira, janeiro 22, 2004
A face e as coroas
Números e Factos
- 12 milhões de pessoas morrem anualmente de ataque cardíaco e de trombose
- 3,9 milhões morrem devido a hipertensão ou outros problemas cardíacos
- cerca de 177 milhões sofrem de diabetes; dois terços vivem em países desenvolvidos
- mais de mil milhões de adultos têm peso a mais; destes, pelo menos 300 milhões são obesos
- mais de 80 por cento de casos de doenças coronárias, de 90 por cento de casos de diabetes (tipo 2) e um terço dos cancros podem ser evitados alterando a dieta, aumentando a actividade física e deixando de fumar
(Dados da Organização Mundial de Saúde) Citados pelo Público.
Segundo as autoridades norte-americanas, isto não tem nada que ver com a informção disponibilizada aqui. Eu adoro-os!
- 12 milhões de pessoas morrem anualmente de ataque cardíaco e de trombose
- 3,9 milhões morrem devido a hipertensão ou outros problemas cardíacos
- cerca de 177 milhões sofrem de diabetes; dois terços vivem em países desenvolvidos
- mais de mil milhões de adultos têm peso a mais; destes, pelo menos 300 milhões são obesos
- mais de 80 por cento de casos de doenças coronárias, de 90 por cento de casos de diabetes (tipo 2) e um terço dos cancros podem ser evitados alterando a dieta, aumentando a actividade física e deixando de fumar
(Dados da Organização Mundial de Saúde) Citados pelo Público.
Segundo as autoridades norte-americanas, isto não tem nada que ver com a informção disponibilizada aqui. Eu adoro-os!
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Instantes
Foi um instante aquele em que, por baixo de nuvens azul acinzentadas, veio a luz que alaranjou o cimo dos prédios da Quinta da Luz. O pôr do sol é tão breve.
terça-feira, janeiro 20, 2004
Mais de 1000
Tinha de ser um dia. Mais de mil abriram a página deste jornaleco mais ou menos diário. Alguns estão a ser fiéis leitores, quase diários. Aproveitem, continuem e sempre que quiserem, escrevam. O endereço está aí, em cima e à direita (quanto ao resto continuará a ser à esquerda à procura da verdadeira história, a tal que ainda não chegou ao fim).
Que se divirtam!
Lá pela sede do Império fizeram descobertas secretas sobre a causa da obesidade. Tão secretas que não as divulgam a ninguém. Tão revolucionárias, que vão deixar de engordar. Eles descobriram as verdadeiras causas da obesidade. Afinal, as conclusões dos peritos da OMS estão erradas, carecendo de provas científicas. Não senhor, a junk food e outras descobertas do superior génio americano, é saudável e o relatório da OMS está cheio de argumentos inspirados na propaganda anti-americana.
Mas para que raio, temos nós de aturar os argumentos destes tipos? Não poderemos, simplesmente, dizer aqui, nesta parte do mundo, vamos taxar esta comida de enfartar, vamos impedir os nosso filhos de serem bombardeados com propaganda ao açúcar e às gorduras, vamos fazer mais exercício? E que os americanos, que sabem muito mais que nós, continuem a comer como gostam e que lhes faça muito bom proveito. O país é grande, tem muito espaço para os acolher. Podem mesmo rebentar de prazer em orgias de batatas fritas e hamburgueres. Esperamos, no entanto, que tenham a decência de guardar o lixo!
Mas para que raio, temos nós de aturar os argumentos destes tipos? Não poderemos, simplesmente, dizer aqui, nesta parte do mundo, vamos taxar esta comida de enfartar, vamos impedir os nosso filhos de serem bombardeados com propaganda ao açúcar e às gorduras, vamos fazer mais exercício? E que os americanos, que sabem muito mais que nós, continuem a comer como gostam e que lhes faça muito bom proveito. O país é grande, tem muito espaço para os acolher. Podem mesmo rebentar de prazer em orgias de batatas fritas e hamburgueres. Esperamos, no entanto, que tenham a decência de guardar o lixo!
Venham mais 5! (irritar-se com esta coisa)
Por agora, venham 6500, é o que precisamos para as nossas necessidades. A minha consciência fica arrepiada com este mercado. Precisamos de coisas, de objectos, de mercadorias. Reduzir os 6500 a isto é excessivamente redutor. Fico incomodado. Já os tenho visto nas consultas, nas urgências. Garanto-vos, são feitos exactamente da mesma matéria que nós, os portugueses. Têm pele (às vezes de outra cor), cabeça, pescoço, tronco e membros (às vezes maltratados na construção civil) exactamente como nós. São exactamente pessoas.
Agora, que vejo o Governo encomendar 6500, tenho arrepios. Como quem encomenda automóveis, planificadamente, em função do número previsível de compradores. E será que vão fazer um concurso? O numerus clausus já aí está: 6500. Quais os critérios de preferência, quando termina o concurso? Será que vão pôr anúncios em África, nas Américas e na Ásia? «Bem-vindo ao Primeiro Mundo. Em Portugal, abriram 6500 vagas para tarefas que os portugueses têm nojo e vergonha de executar. Venha daí!» Júri do concurso, PP e seus colaboradores.
Agora, que vejo o Governo encomendar 6500, tenho arrepios. Como quem encomenda automóveis, planificadamente, em função do número previsível de compradores. E será que vão fazer um concurso? O numerus clausus já aí está: 6500. Quais os critérios de preferência, quando termina o concurso? Será que vão pôr anúncios em África, nas Américas e na Ásia? «Bem-vindo ao Primeiro Mundo. Em Portugal, abriram 6500 vagas para tarefas que os portugueses têm nojo e vergonha de executar. Venha daí!» Júri do concurso, PP e seus colaboradores.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Condições
A condição da mulher
A criança caiu a jogar à bola. Tem um galo na cabeça, mas o melhor é passar pelo Banco para livrar responsabilidades. Vem a mãe com a criança ao colo, com ar aflita. O pai alguns passos atrás, assiste à cena com ar de chefe de tribo. Muito bem, não parece ser nada de grave, é-lhe atribuída a prioridade Verde. Um rótulo para a criança, um rótulo para o acompanhante. Quem vai acompanhar, só pode ir uma pessoa? Em mais de 95% dos casos é a mãe que continua a acartar com a criança ao colo. O pai lá irá resignado para o automóvel, esperar que a observação termine. Difícil ser pai, não é? Acharão, que as mulheres têm maior poder de carga?
A condição dos doentes
Nos últimos dois meses teve alta duas vezes e está de volta. São as escaras, a tosse, a recusa alimentar, a desidratação. Devem pensar-se australianos, estes doentes boomerangues.
A condição dos médicos
Começar uma consulta às nove da manhã de segunda-feira deve ser considerado coisa de marciano. Posso chamar os doentes, que eles não estão. Lá mais para as 10 começarão a chegar e a dizer, não me diga que já tinha chamado. São os transportes, as filas de trânsito, sempre a mesma maneira de estar.
A criança caiu a jogar à bola. Tem um galo na cabeça, mas o melhor é passar pelo Banco para livrar responsabilidades. Vem a mãe com a criança ao colo, com ar aflita. O pai alguns passos atrás, assiste à cena com ar de chefe de tribo. Muito bem, não parece ser nada de grave, é-lhe atribuída a prioridade Verde. Um rótulo para a criança, um rótulo para o acompanhante. Quem vai acompanhar, só pode ir uma pessoa? Em mais de 95% dos casos é a mãe que continua a acartar com a criança ao colo. O pai lá irá resignado para o automóvel, esperar que a observação termine. Difícil ser pai, não é? Acharão, que as mulheres têm maior poder de carga?
A condição dos doentes
Nos últimos dois meses teve alta duas vezes e está de volta. São as escaras, a tosse, a recusa alimentar, a desidratação. Devem pensar-se australianos, estes doentes boomerangues.
A condição dos médicos
Começar uma consulta às nove da manhã de segunda-feira deve ser considerado coisa de marciano. Posso chamar os doentes, que eles não estão. Lá mais para as 10 começarão a chegar e a dizer, não me diga que já tinha chamado. São os transportes, as filas de trânsito, sempre a mesma maneira de estar.
domingo, janeiro 18, 2004
Pausa
Domingo de sol, frio e céu azul. Gosto de ficar a olhar o tempo pela janela. Hoje é dia de descanso.
sábado, janeiro 17, 2004
Expliquemos à direita a nossa ideia de direito à vida
Lisboa, Alentejo, Algarve e Açores são os distritos mais afectados
Noticiário do yahoo para médicos, um excelente site para médicos diga-se e louve-se a oferta da MSD:
1. A mortalidade infantil aumentou entre 2001 e 2002 em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Açores, tendo esta última região ultrapassado ligeiramente a média nacional de cinco mortes em cada mil nascimentos, revelou Quarta-feira um especialista.
Os dados apresentados por Albino Aroso, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neo-natal, revelam ainda um crescimento global do número de óbitos no primeiro dia após o nascimento (159 em 2002), com particular incidência no sul do país.
2. Aumento de suicídios entre soldados norte-americanos no Iraque
Pentágono investiga, mas especialistas falam a missão sem fim à vista
O Departamento da Defesa norte-americano enviou uma «equipa de avaliação» ao Iraque para investigar o aumento de suicídios entre os soldados norte-americanos ali estacionados.
Segundo dados do Pentágono, no ano passado 21 soldados norte-americanos suicidaram-se no Iraque, mortes que representam 14 por cento de todas as registadas fora de combate.
O que preocupa as autoridades militares norte-americanas é o facto de estar a aumentar o número de suicídios no Iraque. Há três meses, a proporção de suicídios entre as mortes registadas não em combate era de 11 por cento e actualmente é de 14 por cento.
Um especialista em questões de saúde nas forças armadas, Ken Allard, do Centro de estudos estratégicos e internacionais, explicou que isso se deve a que, para muitos militares, a missão no Iraque parece não ter fim.
A primeira notícia surpreendeu-me. Não esperava que as reformas da saúde e no país tivessem efeitos a tão curto-prazo. Mais uma vez, grito aqui que a Saúde é mais preciosa que um simples bem de consumo. Limitar o acesso terá custos. Devemos insurgir-nos contra isso e afirmar-mos que não vamos por aí, que somos pelo DIREITO À VIDA!
A segunda, pode achar-se natural. Estar numa guerra deve ser péssimo, estar lá e não se perceber a razão de estar é insustentável e leva a estes resultados. O fim da guerra deixou de ser uma exigência mediática, mas não deixou de ser exigência, naturalmente. Sobretudo daqueles que defendem o DIREITO À VIDA.
Noticiário do yahoo para médicos, um excelente site para médicos diga-se e louve-se a oferta da MSD:
1. A mortalidade infantil aumentou entre 2001 e 2002 em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Açores, tendo esta última região ultrapassado ligeiramente a média nacional de cinco mortes em cada mil nascimentos, revelou Quarta-feira um especialista.
Os dados apresentados por Albino Aroso, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neo-natal, revelam ainda um crescimento global do número de óbitos no primeiro dia após o nascimento (159 em 2002), com particular incidência no sul do país.
2. Aumento de suicídios entre soldados norte-americanos no Iraque
Pentágono investiga, mas especialistas falam a missão sem fim à vista
O Departamento da Defesa norte-americano enviou uma «equipa de avaliação» ao Iraque para investigar o aumento de suicídios entre os soldados norte-americanos ali estacionados.
Segundo dados do Pentágono, no ano passado 21 soldados norte-americanos suicidaram-se no Iraque, mortes que representam 14 por cento de todas as registadas fora de combate.
O que preocupa as autoridades militares norte-americanas é o facto de estar a aumentar o número de suicídios no Iraque. Há três meses, a proporção de suicídios entre as mortes registadas não em combate era de 11 por cento e actualmente é de 14 por cento.
Um especialista em questões de saúde nas forças armadas, Ken Allard, do Centro de estudos estratégicos e internacionais, explicou que isso se deve a que, para muitos militares, a missão no Iraque parece não ter fim.
A primeira notícia surpreendeu-me. Não esperava que as reformas da saúde e no país tivessem efeitos a tão curto-prazo. Mais uma vez, grito aqui que a Saúde é mais preciosa que um simples bem de consumo. Limitar o acesso terá custos. Devemos insurgir-nos contra isso e afirmar-mos que não vamos por aí, que somos pelo DIREITO À VIDA!
A segunda, pode achar-se natural. Estar numa guerra deve ser péssimo, estar lá e não se perceber a razão de estar é insustentável e leva a estes resultados. O fim da guerra deixou de ser uma exigência mediática, mas não deixou de ser exigência, naturalmente. Sobretudo daqueles que defendem o DIREITO À VIDA.
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Fique por lá...
Gostei imenso de ouvir o Imperador prometer viagens à Lua e por aí além em busca de novos planetas. Agora espero vivamente, que os americanos façam um esforço suplementar, reforcem o orçamento e o ponham a inaugurar os voos já antes de Novembro. Boa Viagemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!
quarta-feira, janeiro 14, 2004
Contributo para perceber a natureza dos homens...
Por hipótese imaginem que a façanha é igual, mas digam lá o que dá mais prazer, bater o nosso próprio record pessoal ou acabar com o mesmo tempo, mas isso corresponder a retirar o record ao nosso maior adversário?
Parabéns!
Dou os parabéns à RTP 1 pela forma correcta como informou sobre um caso de amigdalectomia complicado por morte do doente. Primeiro anunciou, depois a peça explicava que a situação às vezes tinha complicações, depois ouviu um especialista na matéria e terminou a informação sobre o tema. Nem um acho que, um eu suspeito que, como é habitual. Vai ser assim daqui para a frente ou foi por o caso ter ocorido num hospital com gestão privada?
terça-feira, janeiro 13, 2004
Revista de blog
BLOGOPERATÒRIO:
Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
E vergonha, não há?
O soba do Funchal diz que não há pedófilia na Madeira. É invenção dos comunistas. A criatura ainda está nesta. Como é possível um país democrático manter um sem-maneiras desta estirpe durante tanto tempo no poder? Atrás dele, numa de emplastro, estava o ministo Bagão. Não parece ter corado de vergonha. O outro chefe tribal, o do continente, apresentou candidatura autárquica a Amarante para apurar a raça, ou não sei quê...
O que pensará esta gente da política como exercicio, de facto, da cidadania?
A direita portuguesa não tem ninguém mais qualificado para apresentar a estas populações, ou continua a ser a mais estúpida da europa? Sinceramente, não acredito.
BN
# posted by Semiótico @ 23:33
MÉDICO EXPLICA MEDICINA A INTELECTUAIS
ãh?
"A vocação dos hospitais transformados em sociedades anónimas (SA) "não é tratar doentes mas sim arranjar dinheiro". A confissão é de Fernando Marques, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Alto Minho"
dos jornais.
____________________
"ãh? — É aquele som que não se deve fazer em vez de "o quê?" ou "como (disse)?" (do Livro de Estilo do Público, edição on-line)
CLUBE DAS ALMAS INQUIETAS
Amores Raros.
Sou de amores raros. Sempre fui. Parte de mim é irremediavelmente solitária, fugidia mesmo, temperamento mais reservado, talvez. Já outra parte, essa não, essa se esconde, pois amar exige um desvendamento que não me é fácil.
Amar é difícil para quem tem um coração medroso. Se o medo advém do receio de uma violação ou do temor que nos seja roubada a alegria da secretude, isso eu não sei.
Na verdade, nem mesmo sei se quando amamos saímos do esconderijo de nós mesmos ou se, ao amar, queremos é companhia para entrar nele.
# posted by Nina : 1/4/2004 11:54:56 PM
Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
E vergonha, não há?
O soba do Funchal diz que não há pedófilia na Madeira. É invenção dos comunistas. A criatura ainda está nesta. Como é possível um país democrático manter um sem-maneiras desta estirpe durante tanto tempo no poder? Atrás dele, numa de emplastro, estava o ministo Bagão. Não parece ter corado de vergonha. O outro chefe tribal, o do continente, apresentou candidatura autárquica a Amarante para apurar a raça, ou não sei quê...
O que pensará esta gente da política como exercicio, de facto, da cidadania?
A direita portuguesa não tem ninguém mais qualificado para apresentar a estas populações, ou continua a ser a mais estúpida da europa? Sinceramente, não acredito.
BN
# posted by Semiótico @ 23:33
MÉDICO EXPLICA MEDICINA A INTELECTUAIS
ãh?
"A vocação dos hospitais transformados em sociedades anónimas (SA) "não é tratar doentes mas sim arranjar dinheiro". A confissão é de Fernando Marques, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Alto Minho"
dos jornais.
____________________
"ãh? — É aquele som que não se deve fazer em vez de "o quê?" ou "como (disse)?" (do Livro de Estilo do Público, edição on-line)
CLUBE DAS ALMAS INQUIETAS
Amores Raros.
Sou de amores raros. Sempre fui. Parte de mim é irremediavelmente solitária, fugidia mesmo, temperamento mais reservado, talvez. Já outra parte, essa não, essa se esconde, pois amar exige um desvendamento que não me é fácil.
Amar é difícil para quem tem um coração medroso. Se o medo advém do receio de uma violação ou do temor que nos seja roubada a alegria da secretude, isso eu não sei.
Na verdade, nem mesmo sei se quando amamos saímos do esconderijo de nós mesmos ou se, ao amar, queremos é companhia para entrar nele.
# posted by Nina : 1/4/2004 11:54:56 PM
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